Presidenciais

Rui Tavares: candidatura de Ana Gomes teria "capacidade mobilizadora"

Rui Tavares: candidatura de Ana Gomes teria "capacidade mobilizadora"

Rui Tavares vê com bons olhos uma candidatura presidencial de Ana Gomes e desafia BE e PCP a ponderar os seus apoios . Ao JN, o fundador do Livre disse que a ex-deputada europeia faria com que as eleições de janeiro deixassem de ser apenas "para cumprir calendário",

Reforçando que esta é apenas a sua opinião pessoal e não vincula o Livre - o partido ainda não decidiu de que forma se irá posicionar nas presidenciais -, Rui Tavares considerou que Ana Gomes tem condições para lançar "uma candidatura alternativa, vinda da Esquerda mas que fale para toda a gente".

O historiador elogiou também a "capacidade mobilizadora" da ex-deputada europeia pelo PS, bem como o seu conhecimento em assuntos "essenciais". Entre eles, especificou, contam-se o combate à evasão fiscal, a luta pela transparência do sistema político ou a afinidade com a União Europeia.

Para Rui Tavares, Ana Gomes teria o condão de "preencher as presidenciais de conteúdo", transformando-as "num momento de debate importante para o país".

A socialista, prosseguiu o dirigente do Livre, representaria uma alternativa a Marcelo Rebelo de Sousa, que Tavares considera ser o candidato "do sistema", e também a André Ventura, que acusa de querer usar as presidenciais como "trampolim para a extrema-direita".

Costa abriu precedente "nada republicano"

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Tal como algumas personalidades da área do PS e centro-esquerda - Manuel Alegre, Paulo Pedroso e a própria Ana Gomes são alguns exemplos -, também Rui Tavares não gostou que António Costa tenha dado como certa a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa nas presidenciais.

O historiador considerou que se tratou de "um precedente nada republicano", por não ter valorizado o papel das eleições. "Pareceu-me estranho que o apoio viesse daquela forma, quase numa espécie de piada, com uma certa insinuação", acrescentou, referindo-se ao episódio de 13 de maio na Autoeuropa.

Rui Tavares recusou comentar eventuais candidaturas presidenciais de BE e PCP. No entanto, defendeu que ambos os partidos terão de decidir se darão primazia a questões de "identidade ideológica", de "tática partidária" ou do "empenho numa causa comum" que encontre um "discurso alternativo" nas presidenciais. Jerónimo de Sousa tem dito que o PCP não faltará a esse combate e no BE, Catarina Martins tem elogiado o desempenho de Marisa Matias na última campanha.

O Livre ainda não divulgou se apresenta candidatura própria ou se apoia alguém. Há cinco anos tomou essa decisão em junho, através de uma consulta aos militantes que resultou no apoio a António Sampaio da Nóvoa.

Rui Tavares lembrou, no entanto, que o Livre é o partido "da Esquerda verde europeia" e que Ana Gomes cumpre os requisitos "em pelo menos duas destas três coisas".

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