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Saiba quanto custa alugar o Panteão Nacional

Saiba quanto custa alugar o Panteão Nacional

A utilização de museus, palácios e monumentos nacionais, com fins promocionais, culturais e outros, está regulada, prevê salvaguarda da "dignidade" e conta com tabela de preços.

O Regulamento de Utilização de Espaços nos serviços dependentes da Direção Geral do Património Cultural (DGPC), cuja revisão foi anunciada, este sábado, pelo Governo, foi aprovado pelo despacho n.º 8356, de 27 de junho de 2014, que estabelece a possibilidade de realização de eventos desde que "compatíveis com os seus valores histórico/patrimoniais".

"Todas as atividades e eventos a desenvolver terão de respeitar o posicionamento associado ao prestígio histórico e cultural do espaço cedido", segundo o regulamento, que desde logo rejeita "os pedidos de caráter político ou sindical" e aqueles que "colidam com a dignidade dos monumentos, museus e palácios ou que perturbem o acesso e circuito de visitantes".

Cabe à Direção Geral do Património Cultural decidir, após parecer dos serviços dependentes, "a oportunidade e interesse da cedência, bem como das respetivas condições a aplicar".

No caso do Panteão Nacional, a lista dos "eventos permitidos", disponível no site da DGPC, inclui "banquetes, receções, conferências, recitais de música ou poesia, lançamento de livros, atos solenes, atividades de índole cultural, mostras, exposições". Isso, "mediante consulta prévia e condições a acordar", lê-se.

O regulamento em vigor desde 2014 abrange espaços de 23 instituições da DGPC: quatro conventos e mosteiros, uma casa-museu, 14 museus nacionais, dois palácios, a Torre de Belém e o Panteão Nacional.

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O custo de aluguer mais elevado, de entre os 23 espaços, é o dos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e prende-se nos 40 mil euros. O valor mais baixo na tabela é de 50 euros, pela utilização da sala de formação ou pelo laboratório do Museu Monográfico de Conímbriga.

Para o Panteão Nacional, os preços por evento oscilam entre os cinco mil euros, para fins comerciais, no corpo central do edifício, e os 1500 euros, para um acontecimento cultural, no adro.

No caso de jantares, o preço da tabela varia entre os três mil euros, no corpo central, e os 1500 euros, no coro alto do Panteão.

O Panteão tem também disponíveis a sala sul e o terraço, com preços entre os 750 euros (eventos culturais na sala sul) e os cinco mil euros (evento comercial no terraço).

O despacho inclui ainda os preçários de utilização dos museus da Música, de Arte Popular, do Chiado, de Arqueologia, de Arte Antiga, de Etnologia, Azulejo, Traje, Teatro e Dança, Coches, da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves e do Palácio da Ajuda, em Lisboa, e dos museus Machado de Castro, em Coimbra, Grão Vasco, em Viseu, e Soares dos Reis, no Porto, do Convento de Cristo, em Tomar, dos mosteiros de Alcobaça e da Batalha, e do Palácio Nacional de Mafra.

O jantar da "Founders Summit", onde só participaram algumas dezenas de pessoas escolhidas pela organização, decorreu na sexta-feira à noite, no espaço central do Panteão, junto aos túmulos de personalidades como Amália, Eusébio, Almeida Garrett e Sophia de Mello Breyner Andresen.

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