Manifestação CGTP

Saíram do Porto nove carruagens com trabalhadores cheios de vontade de lutar

Saíram do Porto nove carruagens com trabalhadores cheios de vontade de lutar

Perto de 800 pessoas partiram do Porto, esta manhã, rumo a Lisboa para a manifestação organizada pela CGTP em frente ao Parlamento. Em comboios organizados gratuitamente pela União de Sindicatos do Porto, deslocam-se membros dos mais variados ramos de profissão, unidos nos objetivos comuns de lutar por salários mais altos e pelo fim da precariedade.

Saiu da estação de Campanhã, por volta das 8.15 horas, um comboio com nove carruagens, rumo a Lisboa com o propósito de juntarem os trabalhadores do Norte do país à manifestação convocada pela CGTP que moverá manifestantes do Marquês de Pombal até à Assembleia da República. No dia em que o PCP interpela o Governo sobre o aumento do custo de vida e necessidade de aumentos de salários e na véspera do debate das novas leis laborais, dezenas de milhares de manifestantes de Norte a Sul de Portugal irão estar na capital para reivindicar melhores salários, o fim da precariedade e respostas para o aumento do custo de vida experienciado.

"Abaixo o Patronato Explorador" é o que Vítor Escaleira, delegado do Sindicato Nacional das Telecomunicações e Audiovisuais (SINTTAV) na empresa de telecomunicações NOS traz com orgulho ao peito. O trabalhador da área de retenção revela que vem pelo SINTTAV já há seis anos, mas já está envolvido na "luta" há mais de vinte. Motivado pela procura da regularização da área profissional de call center, assim como a redução horária para 35 horas semanais, frisa que esta profissão é de "muito desgaste físico e emocional e principalmente psicológico".

Apela ainda à "consciência de cada um, mobilização e sindicalização dos trabalhadores".

Com uma grande população jovem presente no comboio sindical, Inês Branco, dirigente nacional da Interjovem, organização da Juventude da CGTP, põe em evidência a "urgência dos jovens participarem nesta manifestação, visto serem estes as principais vítimas do aumento do custo de vida, da precariedade e dos baixos salários.

A dirigente sindical, que já participou em várias manifestações semelhantes vê com agrado e como sinal de esperança o facto de "muitos jovens trabalhadores darem hoje o primeiro passo ao participarem nesta manifestação nacional em defesa do seu futuro".

Desde 1985 que Hernâni Marinho, conhecido por "Sr. Hernâni", é dirigente nacional do SINTTAV na região Norte, tendo começado no Sindicato dos telefonistas no Norte, fundado em 1934, e nunca deixou a atividade sindical.

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Esta manifestação e subsequente greve agendada para hoje surge no "seguimento de um processo de luta, mas necessário num contexto também ele muito difícil de pandemia que veio dificultar a ação sindical e, simultaneamente, a defesa dos trabalhadores", diz o dirigente.

A manifestação desta tarde procura "expressar a vontade dos trabalhadores no protesto contra o aumento do custo de vida que se verifica diariamente, a pretexto da pandemia agravado pela guerra na Europa que continua a servir aos grandes agentes económicos para reforçar o seu poder económico".

No comboio, com chegada prevista a Lisboa para as 12.55 horas, são audíveis músicas de protesto como "Somos Livres" (uma gaivota voava) de Ermelinda Duarte e cantares ao desafio como forma de inspirar os viajantes para a manifestação que está agendada para as 15 horas.

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