Eleições diretas

Salvador Malheiro não vai apoiar candidatos à liderança do PSD

Salvador Malheiro não vai apoiar candidatos à liderança do PSD

O vice-presidente do PSD e presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, revelou este domingo que não vai apoiar qualquer candidato à liderança do PSD nas eleições diretas de 28 de maio e 4 de junho, que vão escolher o próximo presidente do partido.

"Não irei apoiar publicamente ninguém, não irei estar disponível para fazer parte dos órgãos nacionais, nem irei fomentar qualquer lista ao Conselho Nacional", clarificou Salvador Malheiro, este domingo, à margem do 29º Congresso do CDS-PP, no qual participou como convidado na delegação do PSD.

O vice-presidente da atual direção lembrou que esteve sempre "extremamente solidário e conotado com toda a estratégia" e num contexto de demissão do líder, também se afasta: "O Rui Rio saindo, eu também saio".

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Recorde-se que Salvador Malheiro é um dos militantes mais destacados do círculo próximo de Rui Rio. Foi diretor de campanha do portuense nas eleições internas que venceu de forma inesperada a Paulo Rangel e é tido por muitos como o principal responsável pela surpreendente vitória interna que Rui Rio alcançou em novembro.

Neste contexto, o nome de Salvador Malheiro apresenta-se sempre como importante em qualquer disputa interna. Nos últimos dias, alguma comunicação social deu como certo que Salvador Malheiro estava a angariar apoios para uma ainda não anunciada candidatura de Jorge Moreira da Silva, mas também houve quem desse como certo o apoio de Salvador Malheiro a Luís Montengro. Agora, é o próprio que desfaz os equívocos: não apoia ninguém.

Recorde-se que, para já, apenas Luís Montenegro anunciou que se vai candidatar à liderança do PSD. Ribau Esteves, presidente da Câmara de Aveiro desfaz o tabu na segunda-feira e também deve anunciar que avança. Jorge Moreira da Silva só esclarece dia 14 e o sentido deve ser o mesmo, o que eleva para três a corrida à sucessão de Rui Rio. Miguel Pinto Luz e Pedro Rodrigues continuam em reflexão. Já Carlos Moedas, Paulo Rangel e Miguel Poiares Maduro já garantiram que não avançam.

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