Igreja

Santuário de Fátima vive ano "dramático" com quebras de 50% nos donativos

Santuário de Fátima vive ano "dramático" com quebras de 50% nos donativos

O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, fez esta quinta-feira um balanço de 2020, classificando-o como um ano "diferente, estranho, difícil e dramático". A perda de peregrinos refletiu-se numa quebra dos donativos próxima dos 50% e o templo mariano viu-se obrigado a reinventar muitos dos seus serviços para continuar a espalhar a mensagem de Fátima, através das plataformas digitais.

O ano passado foi difícil "porque nos confrontou com a necessidade de fechar espaços vocacionados para acolher, para receber, para estarem abertos; difícil porque tivemos de celebrar pela primeira vez o 12 e 13 de maio sem presença física de peregrinos e o 12 e 13 de outubro apenas com 6 mil peregrinos no amplo recinto de oração; difícil ainda a nível económico, pois este lugar depende da presença e da generosidade de quem nos visita", afirma o sacerdote, adiantando que a quebra nos donativos situou-se nos 49,15%.

Numa mensagem aos hoteleiros da Cova da Iria, que esta quinta-feira deviam estar reunidos para a habitual apresentação dos números estatísticos do Santuário (o que não foi possível devido ao estado de emergência), Carlos Cabecinhas destacou ainda o facto do ano passado ter ficado marcado "pela estranheza da situação de pandemia e pelos desafios de procurar caminhos de contacto com os peregrinos".

Alguns destes novos caminhos passaram pelo reforço da presença nas plataformas digitais, em particular nas redes sociais. A conta do Santuário no Facebook tem já 1,2 milhões de seguidores (mais 247 mil que no início da pandemia) e no YouTube, a conta do templo mariano é seguida por 192 mil subscritores, mais 127 mil que no início de 2020.

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