Política

"São escolhas do primeiro-ministro". Marcelo recusa comentar novo Governo de Costa

"São escolhas do primeiro-ministro". Marcelo recusa comentar novo Governo de Costa

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recusou, este sábado, comentar a orgânica da nova equipa de António Costa.

"O primeiro-ministro escolhe a organização do Governo que entende que é a melhor naquele momento. Depois, escolhe as pessoas que entende que são mais adequadas do seu ponto de vista", disse.

"Eu não sou primeiro-ministro, eu sou presidente da República, portanto não sou eu que tenho de formar o Governo. Eu formaria certamente um Governo como primeiro-ministro noutra área política e com outras pessoas, mas esse filme não existe", sublinhou. "São escolhas do primeiro-ministro. Conforme a situação, escolhe se quer uma equipa mais longa ou uma equipa mais curta e centralizada e constituída por pessoas mais próximas de si".

Questionado sobre o aumento dos combustíveis em Portugal, o chefe de Estado afirmou que "depende da duração da guerra" e que espera que não dure "muitos meses", mas "apenas algumas semanas ou poucos meses". "Quanto mais breve for a guerra, mais breves serão as consequências negativas", continuou, acrescentando que, se a guerra não for muito duradoura, "a repercussão no bolso dos portugueses não será tão pesada".

"Há sinais que há vantagens em acelerar a caminho para a paz" na Ucrânia, disse, alertando, contudo, que isso não quer dizer que esteja "muito otimista".

​​Em relação aos refugiados ucranianos, Marcelo disse que "quem quiser vir, é bem-vindo". Mas lembrou que "não se deve forçar", uma vez que muitos querem ficar perto da Ucrânia para poder voltar.

Já sobre a atividade sísmica nos Açores, Marcelo assegurou que a população da ilha de São Jorge "não tem razões para estar preocupada" e explicou que a visita agendada para este domingo visa dar confiança às pessoas.

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"Pretendo, por um lado, ver a situação que me é contada pelo presidente do Governo regional e, por outro, transmitir a confiança à população, que não tem razões para estar preocupada ou sobressaltada. Os elementos disponíveis mostram que não há razões de gravidade que impliquem qualquer saída ou qualquer intranquilidade das pessoas", afirmou. "Vou lá precisamente com essa preocupação. Não há nada de especialmente grave que justifique uma reação das pessoas que seja de perturbação, intranquilidade pessoal ou coletiva. Aliás, o presidente do governo regional falou comigo, estava muito tranquilo e os especialistas também".

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