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Hospitais de Coimbra confirmam três mortes com bactéria

Hospitais de Coimbra confirmam três mortes com bactéria

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra confirmou, esta quarta-feira, que três pessoas com a bactéria multirresistente "klebsiella pneumoniae" morreram em janeiro.

Associados a este caso estão internados no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) 21 doentes. Entre estes 21, oito estão infetados e os 13 restantes colonizados com a bactéria.

Dos doentes infetados, quatro estão nos cuidados intensivos, um dos quais deverá ter alta hoje, dois têm prognóstico favorável e um outro prognóstico reservado.

Sobre as vítimas mortais ali registadas em janeiro deste ano, o diretor clínico do CHUC disse que só três óbitos são atribuíveis à infeção por "klebsiella produtora de carbapenemases".

"Temos seis óbitos [em janeiro] nos quais os doentes estavam colonizados, mas só em três desses é que podemos atribuir o desfecho fatal à infeção por klebesiella", assegurou.

O diretor clínico do CHUC sustenta que estes casos não configuram "a situação técnica de surto".

Esta quarta-feira, o JN revelou que esta bactéria em Coimbra é a mesma registada em Gaia, em 2015, que acabou por atingir mortalmente três pessoas.

Em declarações ao JN, o gabinete coordenador local do Programa de Prevenção e Controlo das Infeções e das Resistências ao Antimicrobianos do CHUC admitiu que houve doentes que morreram, mas não especificou quantos. Reforçou, porém, que todos tinham quadros clínicos graves com várias patologias e idade avançada.

Confirmada a existência da bactéria, o Conselho de Administração do CHUC constituiu uma "task force" para acompanhamento da situação e para "implementação de medidas de contenção, rastreio e monitorização da eficácia das mesmas, tendo por base as orientações da Direção-Geral da Saúde".

Segundo o gabinete coordenador das infeções do CHUC, diariamente é feito "um rastreio a todos os doentes que cumprem os critérios de contactante com um caso KPC" e a evolução da situação global é reportada à direção clínica.

Para conter a propagação da bactéria - que se transmite através de secreções e pelo contacto direto com um doente infetado -, foram aplicadas medidas que passam pelo "isolamento físico - de contacto - imediato de todos os doentes" identificados com a bactéria nos serviços de internamento; pela adoção de equipamentos de proteção individual específicos como vestuário descartável para os profissionais e batas para as visitas dos doentes; reforço da desinfeção de vestuário e superfícies; e, por último, foi feito "um isolamento de coorte" no Serviço de Medicina Intensiva, com espaço e equipas dedicadas durante 24 horas para prestação de cuidados a estes doentes.

O CHUC realça que tem habitualmente internados nos vários polos clínicos 1900 doentes agudos, pelo que 24 doentes colonizados "não constitui - por ora - uma situação geradora de alarmismo social", apesar de justificar as medidas implementadas.

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