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Hospitais privados duplicaram urgências em 11 anos

Hospitais privados duplicaram urgências em 11 anos

Os portugueses procuram cada vez mais os hospitais privados, seja para urgências, consultas médicas ou exames. Em 11 anos, os atendimentos em serviços de urgência dos hospitais privados quase duplicaram e as consultas externas e os exames mais do que triplicaram. Os hospitais oficiais fazem 75% das grandes e médias cirurgias.

Entre 2002 e 2013, o número de atendimentos em serviços de urgência nos hospitais privados cresceu de 460 mil para 900 mil. Em contrapartida, os hospitais públicos têm registado uma diminuição das urgências desde 2007, com uma ligeira subida (+1%) em 2013.

Os números divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, a propósito do Dia Mundial da Saúde que se assinala amanhã, revelam um crescimento exponencial dos privados também nas consultas externas, no número de camas e nos exames complementares de diagnóstico.

Em 2013 foram realizadas cerca de 17,6 milhões de consultas médicas no âmbito da consulta externa dos hospitais, em que perto de 71% foram asseguradas nos hospitais oficiais.

"O número de consultas médicas no âmbito da consulta externa dos hospitais aumentou continuamente entre 2002 e 2013, passando de 9,8 milhões para 17,6 milhões de consultas. Esta tendência é comum aos hospitais oficiais e privados, embora mais evidenciada no caso dos privados", revela o INE. Em 2002, os privados asseguraram 16,5% do total de consultas médicas realizadas no âmbito da consulta externa dos hospitais portugueses (cerca de 1,6 milhões de consultas), enquanto em 2013 foram responsáveis por 29% (cerca de 5,1 milhões de consultas).

Em 2013, havia no país (continente e ilhas) 226 hospitais, mais 6% do que em 2002. Do total, 107 eram hospitais privados (mais 13 do que em 2002) e 119 públicos, dos quais 113 do Serviço Nacional de Saúde e 6 militares ou prisionais.

Nos cuidados primários, as estatísticas mostram que em 2012 existiam 387 centros de saúde, número que se tem mostrado estável ao longo da década. No entanto, os números do INE apontam para uma redução significativa do número de consultas médicas (menos 2,3 milhões) face a 2002.

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Os números do INE revelam ainda que o número de médicos inscritos na Ordem dos Médicos entre 2002 e 2013 cresceu à razão de mil por ano, resultando num aumento de 3,2 médicos para 4,3 médicos por mil habitantes.

Em 11 anos, inscreveram-se na respetiva ordem profissional mais 24 mil enfermeiros, o que corresponde a um aumento de 4 para 6,3 enfermeiros por mil habitantes.

No que respeita à mortalidade, mais de metade dos óbitos registados no país deveram-se a doenças do aparelho respiratório (29,5%) e a tumores malignos (24,3%).

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