O Jogo ao Vivo

Nacional

IPO e D8 dedicam música a crianças com cancro

IPO e D8 dedicam música a crianças com cancro

No dia em que assinala o 41.º aniversário, o Instituto Português de Oncologia do Porto lança uma música dedicada às crianças que sofrem de cancro.

D8 canta "Sorri", um hino de esperança e um apelo a donativos. Menos frequente do que nos adultos, a doença oncológica nas crianças tem taxa de cura de 75%.

Diogo Valente, mais conhecido por D8, foi desafiado a escrever uma música sobre a pediatria do IPO. "Aceitei com muito orgulho e quis passar tempo com a crianças. O que mais me marcou quando entrei no serviço de Pediatria foram os sorrisos, das crianças, das enfermeiras, dos médicos. E foi isso que tentei passar na música."

Depois de passar alguns dias com as crianças, D8 escreveu a primeira versão de "Sorri", que foi aperfeiçoando até chegar ao resultado final. O vídeoclip foi gravado com as crianças do IPO e está, desde hoje, disponível no site do IPO do Porto, onde é possível fazer o download é gratuito e donativos. Pode também ser visto no YouTube.

A doença oncológica nas crianças é rara: 150 casos por um milhão de menores, o que em Portugal equivale a cerca de 300 novos casos por ano . O número de casos está a aumentar 1% ano e as causas não estão ainda esclarecidas, segundo Armando Pinho, diretor de Pediatria do IPO do Porto.

Os cancros pediátricos desenvolvem-se de forma rápida e, geralmente, apresentam melhor prognóstico do que os adultos, já que a taxa de cura é de 75%, de acordo com o especialista. Uma evolução muito significativa, já que, há cinco décadas, a mortalidade rondava os 90%.

As crianças, tal como os adultos, beneficiaram muito das grande evolução no arsenal terapêutico, em particular, nos tratamentos de quimio e radioterapia. No que respeita a medicamentos, as opções em pediatria continuam limitadas. Muitos dos medicamentos utilizados com excelentes resultados nos adultos não podem ser administrados em crianças porque não foram ensaiados nessa faixa etária. "As leis são demasiado restritivas e impedem a utilização de medicamentos que sabemos ser eficazes. É preciso haver uma mudança legislativa a nível europeu", reclama o diretor de Pediatria.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG