Urgências

Ministro questiona número de camas de internamento

Ministro questiona número de camas de internamento

O ministro da saúde questionou, esta terça-feira, a contabilização do INE que aponta para uma diminuição do número de camas de internamento nos hospitais públicos.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou no âmbito do Dia Mundial da Saúde, esta terça-feira, que o número de camas de internamento diminuiu nos hospitais públicos e aumentou nos privados, entre 2002 e 2013. Paulo Macedo duvida dos dados e classificou de "tolice" comparar urgências dos hospitais polivalentes com o atendimento nos hospitais privados.

De acordo com o INE, em 2002, existiam 28.733 camas de internamento nos hospitais públicos, número que baixou para 25.029 em 2013. Em contrapartida nos privados, as camas cresceram de 8.429 para 10.474, no mesmo período. Ou seja, em 2013, as unidades públicas tinham perdido 3.700 camas de internamento em relação a 2002 e os privados mais 2 mil camas.

Falando aos jornalistas à margem das comemorações do Dia Mundial da Saúde, Paulo Macedo afirmou não ser possível "comparar a evolução de camas de agudos sem comparar a evolução das camas de cuidados continuados e também sem saber se a redução das camas de agudos estão nas áreas dos serviços militares, prisionais ou na parte do público".

O ministro lembrou que houve "alguma redução de camas entre 2002 e 2013 na área dos hospitais militares", pelo que considera necessário "quantificar", para se saber de que é que se está a falar.

Paulo Macedo considera que os hospitais privados "têm claramente o seu papel em Portugal" e saúda a "melhoria que houve no setor privado e social", mas lembra que mais de 80% dos internamentos das urgências são feitas no setor publico.

"Por outro lado, não faz qualquer sentido, é mesmo uma tolice, comparar certo tipo de urgências que são feitas nos hospitais polivalentes com o atendimento permanente que existe em alguns hospitais privados. Estamos a comparar coisas que não são comparáveis", afirmou.

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O ministro da Saúde considera que "é preciso ter toda esta diferenciação para podermos ver de facto qual é que é a evolução".

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