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Subir três andares por dia reduz risco de AVC

Subir três andares por dia reduz risco de AVC

Subir três lanços de escadas por dia, sete dias por semana, reduz em 20% o risco de se sofrer um acidente vascular cerebral.

Este dado, comprovado cientificamente, é um dos argumentos utilizados pela campanha da Direção-Geral da Saúde (DGS) que apela ao uso das escadas em detrimento dos elevadores ou das escadas rolantes.

A campanha "Faça a melhor escolha, vá pelas escadas", lançada esta segunda-feira, "vai ao encontro do que se pratica em outros países", explicou, ao JN, Miguel Arriaga, diretor da Divisão de Estilos de Vida Saudável da DGS, acrescentando que as autoridades médicas estão preocupadas com o peso elevado da população nacional. "Mais de metade (53,6%) dos portugueses, entre os 18 e os 64 anos, tem excesso de peso", disse.

A iniciativa foi inspirada no dia "Move for health" instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como forma de promover os benefícios da atividade física regular. Porém, segundo o médico, o exercício só por si não chega para se ter um estilo de vida mais saudável. Há que ser complementado com "hábitos alimentares mais equilibrados e com a forma como gerimos o nosso stresse, hábitos tabágicos e consumo de álcool".

Além da prevenção do risco de AVC, há muitos benefícios que são destacados pela campanha, como por exemplo a melhoria dos níveis de colesterol ou a redução do stresse e da ansiedade. "Subir as escadas permite gastar sete vezes mais calorias do que usar o elevador" e "mesmo que de uma forma lenta permite um gasto de calorias três vezes superior ao que é conseguido em marcha rápida numa superfície plana" são ainda algumas das informações que se podem ler nos cartazes.

A informação consta dos materiais produzidos para a campanha que estão disponíveis no site da DGS em forma de cartazes que podem ser impressos e afixados em locais públicos.

A par dos benefícios há ainda cuidados que devem ser tidos em conta. Se as pessoas sofrerem de problemas cardiovasculares ou osteoporose "têm primeiro de aconselhar-se com o seu médico", prosseguiu Miguel Arriaga, "para saber se podem praticar esta atividade e como o podem fazer".

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Os materiais da campanha vão ser distribuídos pelas administrações regionais de Saúde, para serem colocados nos centros de saúde e nos hospitais. Numa segunda fase, a DGS espera poder "disseminar esta informação dentro das empresas".

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