António Costa

"Se o diabo e o vírus não nos derrotaram, a oposição também não o fará"

"Se o diabo e o vírus não nos derrotaram, a oposição também não o fará"

O líder do PS apontou a mira, no comício de Vila Real, aos partidos que "resolveram criar uma crise política". No dia em que se revelou disponível para dialogar com todas as forças políticas após as eleições, António Costa voltou a endereçar duras palavras à oposição. Sobre a pandemia, admitiu erros, mas lembrou que teve de a enfrentar sem ter lido "um manual" de como combater um vírus.

"Se não foi o diabo que nos derrotou, se não foi o vírus que nos derrotou, não vai ser a oposição a derrotar-nos nestas eleições", exclamou António Costa, esta segunda-feira à noite, recebendo aplausos da plateia que encheu o Teatro Municipal de Vila Real.

Depois de alguns dias a centrar-se, sobretudo, nos ataques ao PSD e a Rui Rio, Costa desferiu novos ataques a todos os que "resolveram criar uma crise política". "É por isso que aqui estamos hoje", lamentou, procurando responsabilizar BE e PCP por terem chumbado o Orçamento do Estado.

Ainda assim, o secretário-geral socialista referiu estar pronto a enfrentar as adversidades, prometendo encarar a crise política com "a mesma energia com que enfrentámos a austeridade e a estagnação".

"Não basta dizer aos jovens para não emigrarem. Nós dizemos: 'fiquem!'"

Mas Costa não deixou de atacar o PSD. Fazendo uma retrospetiva da pandemia, atirou: "Respondemos a esta crise de forma bem diferente da forma a que a Direita respondeu à crise anterior". Afirmou que o Governo sempre teve presente que a covid-19 "não era só um problema de saúde", razão pela qual se preocupou em garantir, desde o primeiro momento, medidas de apoio às famílias e empresas.

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"Nunca li um manual de como se governa em tempo de pandemia", referiu Costa, reconhecendo que "nem tudo correu bem" nestes quase dois anos. "Mas aprendi, e todos nos aprendemos, que em tempo de pandemia se governa unindo o país", com "solidariedade, espírito coletivo e sentido de comunidade", frisou.

O líder do PS também reservou algumas palavras para os jovens, lembrando que o seu partido propõe a descida do IRS para quem está em início de vida profissional. "A nós não nos basta dizer aos jovens para não emigrarem", atirou, aludindo às palavras ditas por Pedro Passos Coelho durante os tempos da troika. "Nós dizemos: 'fiquem! Fiquem!' Ajudem-nos a construir o futuro do nosso país", rematou.

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