Alerta

Se receber sementes asiáticas pelo correio, não as plante nem deite no lixo

Se receber sementes asiáticas pelo correio, não as plante nem deite no lixo

O Ministério da Agricultura alertou para o envio postal de pacotes de sementes de países asiáticos, que não foram solicitados, pedindo que estas não sejam semeadas ou deitadas no lixo, mas reencaminhadas para as direções de agricultura.

"O Ministério da Agricultura alerta para o envio, por via postal, de pequenos pacotes de sementes, não solicitados, provenientes de países asiáticos. Esta situação está também a ser reportada em vários países da União Europeia e por países terceiros", sublinhou o executivo, numa nota divulgada pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

Para além das sementes de várias espécies, as embalagens podem conter solo, larvas mortas ou estruturas de fungos. "Chegam às caixas de correio das pessoas umas embalagens que não dizem que são sementes, algumas falam em bijuterias", disse Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura, em visita à uma vindima na Quinta do Pessegueiro, em São João da Pesqueira.

Segundo a governante, esta "não é uma situação que seja exclusiva" de Portugal, verificando-se também nos Estados Unidos e noutros países da Europa.

Segundo o ministério tutelado por Maria do Céu Antunes, as embalagens, cujo conteúdo não aparece especificado, também não são acompanhadas por um certificado fitossanitário que ateste as exigências do país, acarretando assim "sérios riscos do ponto de vista da sanidade vegetal, pela possibilidade de veicularem pragas e doenças ou ainda pelo perigo de se tratarem de espécies nocivas ou invasoras".

Neste sentido, as sementes não devem ser semeadas ou colocadas no lixo, mas entregues num serviço regional da DGAV ou numa Direção Regional de Agricultura e Pescas.

"Caso não seja possível a entrega em mãos, agradece-se que estas sementes sejam enviadas, com a embalagem original, incluindo a etiqueta de expedição, para a DGAV (Campo Grande 50 - 1700-093 Lisboa), devendo ser indicado um contacto tendo em conta a eventual necessidade de recolha de esclarecimentos adicionais", ressalvou o Governo.

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