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Secretária do Turismo da Madeira diz que Governo deve intervir na greve da TAP

Secretária do Turismo da Madeira diz que Governo deve intervir na greve da TAP

A secretária cessante da Cultura, Turismo e Transportes do Governo Regional da Madeira, Conceição Estudante, disse este sábado que era "importante" o Governo da República "intervir já" acerca da greve de 10 dias dos pilotos da TAP.

Falando à margem da Festa da Flor, Conceição Estudante considerou que "seria importante o Governo da República, que tem possibilidades de intervir, intervir já, de imediato, e dizer o que vai fazer".

"Numa situação como esta, repetida e irrepetível, têm que ser tomadas medidas, de fundo, para evitar que isto volte a acontecer", defendeu.

Para a responsável do turismo regional, a greve de 10 dias dos pilotos da TAP "é inconcebível, é inadmissível e é inqualificável" porque "a TAP não é uma empresa qualquer, é uma empresa que tem um nome que é o nome de Portugal e, portanto, representa também a imagem do país no estrangeiro".

Conceição Estudante lembra que "todo o país depende da TAP para o seu projeto turístico nacional" e, por isso, sentencia "ser grave que uma companhia que representa o país e ameaça o país com 10 dias de greve não é, nem justo, nem ético, nem aceitável".

A governante adianta, contudo, que a Madeira "não depende inteiramente da TAP" porque tem "outras companhias a operar para a Região com voos diretos de muitas das suas proveniências europeias, mas isso não deixa de ser grave".

Reunidos em assembleia geral, os pilotos da TAP decidiram na quarta-feira anunciar uma paralisação para o período de 01 a 10 de maio, seguido na quinta-feira de um anúncio idêntico dos pilotos da PGA, pertencente ao mesmo grupo.

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Num comunicado emitido na semana passada, a direção do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil já tinha informado que "o processo negocial entre o SPAC, a TAP e a PGA, no âmbito do compromisso subsidiário do acordo ratificado com o Governo em 23 de dezembro de 2014 chegou a um impasse insanável, por motivos estritamente imputáveis à TAP, à PGA e ao Governo".

Em causa, estão as pretensões dos pilotos sobre as diuturnidades e sobre a obtenção de 20% do capital da companhia aérea, aquando da sua privatização, que deverá estar concluída até ao final desta legislatura.

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