Incêndios

Seguradoras com dificuldade em obter lista de vítimas de Pedrógão

Seguradoras com dificuldade em obter lista de vítimas de Pedrógão

A Associação Portuguesa de Seguradoras tem sentido "dificuldade em obter informação por parte das entidades oficiais sobre as vítimas mortais" no incêndio de Pedrógão Grande.

A Associação Portuguesa de Seguradoras (APS) ainda não teve acesso à lista de vítimas, que seria um instrumento importante para a operacionalização do fundo de solidariedade de 2,5 milhões de euros, criado pelas seguradoras. Esse fundo visa compensar, a título extraordinário, quem perdeu familiares diretos no fogo, independentemente de terem ou não seguro.


"É um facto que tem havido dificuldade em obter informação por parte das entidades oficiais sobre as vítimas mortais de Pedrógão Grande e sobre as suas famílias", explicou fonte oficial ao JN, dando conta que, mesmo sem ter a lista oficial de vítima, a associação socorre-se da informação pública disponível para iniciar o trabalho de apuramento da situação das famílias para a distribuição dos 2,5 milhões de euros.

Essa compensação extraordinária, oriunda do fundo de solidariedade do setor segurador, ainda não começou a ser paga, "porque é necessário fazer o apuramento da situação concreta de cada família afetada e esse é um trabalho que está, neste momento, em curso".

Esta ajuda complementar nada tem a ver com a existência de apólices. Aliás, as seguradoras já estão a pagar indemnizações às empresas e às famílias das vítimas do incêndio que tinham seguros (nomeadamente seguros de vida). A APS informou, esta terça-feira, que as empresas receberam a participação de 432 sinistros, cobertos por apólices de seguros, a que corresponde um valor agregado de danos da ordem dos 21,7 milhões de euros.

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"Destes, 2,7 milhões já foram efetivamente pagos, merecendo realce o facto de cerca de metade dos danos nas 300 habitações com seguro já terem sido indemnizados. Foram pagos 1,7 milhões num total estimado de 3,4 milhões. Mais de 80% dos capitais dos seguros da vida também já foram pagos", pode ler-se no comunicado da APS.

Quanto aos veículos destruídos que tinham cobertura de danos próprios, as seguradoras receberam 36 participações, tendo sido já pagos 116 mil euros de um total de 307 mil euros.

"A grande maioria das indemnizações provisionadas e ainda não pagas diz respeito a seguros de multirriscos de comércio e de indústria", explica ainda. Até ao momento, foram abertos 29 processos de sinistro com 14,7 milhões de danos apurados.

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