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Segurança reforçada no Algarve durante o verão

Segurança reforçada no Algarve durante o verão

O reforço de verão das várias equipas de proteção civil e segurança pública, apresentado esta terça-feira em Faro, foi descrito pela ministra da Administração Interna como "bastante substancial" e qualitativo.

"Não é só uma questão de quantidade, mas também de qualidade", referiu Constança Urbano de Sousa, dando como exemplo a formação de militares da GNR para o apoio a turistas.

A prevenção e a resposta rápida e eficaz aos diferentes tipos de ocorrências ligadas à segurança e à proteção civil são a linha estratégica comum das várias entidades responsáveis e envolvidas no programa "Algarve Seguro 2017".

No caso da GNR, o distrito de Faro conta anualmente com um dispositivo com 1.270 militares que vai ser reforçado com mais 193 militares para assegurar as necessidades permanentes e pontuais durante o período estival.

O diretor de Operações da GNR, Tenente-Coronel Carlos Santos Alves, explicou que a cooperação internacional vai continuar com a Guardia Civil Espanhola e pela primeira vez com a polícia francesa.

Além da fronteira, as equipas mistas de militares da GNR e da Guardia Civil Espanhola vão partilhar Quarteira, Altura, Montegordo, Ayamonte, Isla Cristina e Lepe em unidades hoteleiras, praias e zonas de restauração.

Numa região dominada pela atividade turística, a GNR aposta na qualificação do apoio a turistas nacionais e estrangeiros e vai abrir o primeiro posto de atendimento a turistas no centro turístico de Albufeira.

A PSP conta atualmente com 879 elementos no Algarve e, entre 19 de junho e 17 de setembro, vai contar com mais 29 equipas do Corpo de Intervenção da Unidade Especial da Polícia e quatro equipas de prevenção e reação imediata distribuídas entre Faro e Portimão.

O diretor de operações da PSP, sub-intendente Roberto Rodrigues, explicou que houve uma reorganização dos meios afetos à região, tendo por exemplo as equipas do programa "Escola Segura" sido direcionadas para ciclo-patrulhas, postos de atendimento turístico e para o projeto Algarve Destino Seguro.

A estratégia da PSP para fazer face ao aumento significativo de pessoas na região durante o verão inclui o reforço na prevenção criminal e da fiscalização e prevenção rodoviária, o policiamento orientado, o policiamento de proximidade e campanhas de sensibilização.

Roberto Rodrigues disse que o sucesso obtido com o programa "Algarve Destino Seguro" iniciado em colaboração com várias entidades regionais em 2013 está a motivar a sua implementação a nível nacional com o programa "Portugal Destino Seguro".

A afluência turística registada em 2016 e as previsões positivas para 2017 também levaram o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) a adaptar e reforçar em 50% a sua equipa no Algarve, que tem permanentemente 37 elementos.

Em 2016, a equipa algarvia do SEF controlou mais de quatro milhões de passageiros no Aeroporto de Faro e 56.655 pessoas na área marítima, com maior intensidade entre março e outubro.

O combate à imigração ilegal, atividades económicas ilegais e em especial ao tráfico de pessoas serão pontos em foco durante o verão.

A segurança rodoviária também está englobada no programa "Algarve Seguro 2017" tendo como principal arma a sensibilização de quem anda nas estradas da região, em particular dos motociclistas e dos ciclistas.

De acordo com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, na região tem-se verificado um aumento do número de acidentes e vítimas que utilizam motociclos e bicicletas motivando campanhas de sensibilização específicas para este tipo de utilizadores das estadas algarvias.

A Estrada Nacional 125 continua a ser a estrada algarvia com maior sinistralidade e vai contar com três novos radares ainda este verão.

O INEM também conta com mais meios de apoio a ocorrências durante o verão, a Cruz Vermelha Portuguesa vai estar presente em 32 apoios de praia e a Proteção Civil conta com seis equipas de vigilância em Castro Marim, Loulé, Monchique, Silves e Tavira.

O combate a incêndios contará com 563 elementos distribuídos por equipas de vigilância, ataque inicial e combate, 12 postos de vigia durante a fase Charlie, de maior risco, apoiados por 133 veículos terrestre e meios aéreos.

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