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Seguro diz que PS não vai fazer o que PSD de Passos Coelho fez na oposição

Seguro diz que PS não vai fazer o que PSD de Passos Coelho fez na oposição

O líder do PS, José Seguro, afirmou sexta-feira que, se o Governo precisasse, contaria com o PS para aprovar o Orçamento, ao contrário do que fez o PSD de Passos Coelho há um ano.

Num jantar de recepção a novos militantes em Aveiro, António José Seguro sublinhou que o PS serve o País tanto no governo como na oposição, distinguindo-se por uma postura responsável, guiada pelo interesse nacional, como disse.

"É bem diferente a postura do principal partido da oposição. No ano passado o PS era governo, minoritário, precisava dos votos do PSD para que o País tivesse um orçamento e já vivíamos em tempo de dificuldades. Qual foi então o posicionamento do actual Primeiro Ministro? Não foi de olhar para a situação difícil em que o País estava. Foi, por razões partidárias, dificultar a vida ao Governo e, por essa via, dificultar a vida ao País", comparou.

Seguro adiantou que o seu partido não vai agir assim: "Não fazemos a este Governo aquilo que o actual primeiro-ministro, como líder da oposição, fez ao PS, quando era governo minoritário e o País precisava de um Orçamento".

Afirmando o PS como "um partido responsável", António José Seguro garantiu que saberá "distinguir o sinal político, que é necessário dar ao País, à Europa e aos que estão a ajudar Portugal num momento difícil da vida nacional", e a proposta do Orçamento em concreto.

"O PS tem uma posição claríssima: queremos conhecer a proposta de Orçamento. Se dependesse dos votos do PS não deixaria o País sem Orçamento, em particular num momento de grande dificuldade. Agora o PS olhará para aquilo que for a proposta de Orçamento como é normal e é exigido a um partido responsável", disse.

O líder socialista assegurou que será "em nome do interesse nacional" que o seu partido se posicionará no debate da proposta de Orçamento de Estado para o ano de 2012.

"Se nós tivéssemos em Portugal um governo que não tivesse maioria absoluta no Parlamento, eu já teria dito, em nome do PS, que votaríamos a favor, fosse ele qual fosse, porque Portugal neste momento não poderia deixar de ter Orçamento e é do interesse nacional assim proceder. Mas este Governo tem maioria absoluta e não precisa dos votos do PS para aprovar o seu Orçamento", concluiu.