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Seis concelhos sem covid e três com mais de dois mil casos por 100 mil habitantes

Seis concelhos sem covid e três com mais de dois mil casos por 100 mil habitantes

À segunda-feira, a Direção-Geral da Saúde atualiza a distribuição geográfica dos casos confirmados de covid-19, com base nos dados a 14 dias.

Na incidência calculada por 100 mil habitantes para o período entre 25 de novembro e 8 de dezembro, os concelhos mais afetados neste período são Mondim de Basto, Marvão e Chaves, mas há seis municípios "covid free", todos em território insular, a maioria nos Açores.

Apesar do aumento de casos registado nos Açores, que esta segunda-feira registou um recorde de 62 novos casos, as "ilhas de Bruma" têm quatro concelhos livres de covid-19: Corvo, Lajes das Flores, Santa Cruz das Flores e Velas, em São Jorge. Os outros dois concelhos sem notificações associadas à doença causada pelo vírus da SARS-CoV-2 são os madeirense de Ribeira Brava e Porto Santo.

No extremo oposto estão três concelhos do interior do território continental, dois a norte e um a sul. Mondim de Basto, com 2663 casos por 100 mil habitantes é o concelho português com a maior taxa de incidência do vírus, seguido de Marvão, com 2084, e Chaves, 2097.

A incidência cumulativa a 14 dias corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente nos concelhos, tendo por base dados do Instituto Nacional de Estatística, a 31 de dezembro de 2019.

No total, são 24 os concelhos com mais de mil casos por 100 mil habitantes, a maioria no interior do país. De todos os que podem ser definidos como municípios de risco extremo, apenas quatro ficam junto ao mar: Esposende (1346 por 100000/ha), Póvoa de Varzim (1234), Vila do Conde (1076) e Espinho (1054), curiosamente, tudo terras de pescadores.

O "top" dos concelhos mais afetados pela covid-19, segundo esta metodologia da DGS, é fechado por Fafe, com 1049 casos por 100000/ha, abaixo de vizinhos igualmente industrializados como Felgueiras (1205), Guimarães (1340) ou Vieira do Minho (1267) e com números inferiores a concelhos mais distantes mas também de muita indústria, como Vila Nova de Famalicão (1424) e Trofa (1616).

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