Pandemia

Seis mortos por covid-19 no quarto dia seguido com mais de 600 casos

Seis mortos por covid-19 no quarto dia seguido com mais de 600 casos

Portugal reportou a morte de seis pessoas por causas associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, período no qual foram registados 601 casos positivos daquela doença, o quarto dia seguido com mais de 600 positivos.

O total de casos de covid-19 em Portugal subiu, este sábado, para 826928, já incluindo os 601 testes positivos reportados no boletim da Direção-Geral da Saúde. Segundo o mesmo documento, a pandemia causou 16910 mortes, seis das quais nas últimas 24 horas.

É o quarto dia seguido com mais de 600 casos, depois dos 694 de sexta-feira, 602 de quinta e 663 de quarta-feira. Números que aparentam uma tendência de subida no mês de abril, após uma segunda quinzena de março de descida, que terminou com uma média de 450 casos diários.

Os casos reportados este sábado configuram uma subida de 321 positivos relativamente aos dados de sábado passado (280), e uma descida (93) em comparação com os 694 de sexta-feira, o dia com mais testes positivos desde 9 de março.

Os dados de sábado devem ser olhados com reserva, uma vez que comparam com o sábado 3 de abril, durante o fim de semana da Páscoa, no qual se realizaram menos testes e houve atraso na divulgação dos resultados, de tal forma que dos 874 casos anunciados no boletim de terça-feira, 6 de abril, 599 reportavam-se a testes positivos apurados durante o fim de semana pascal, esclareceu, na altura, a DGS.

Os números deste sábado traduzem ainda uma descida dos casos ativos, menos 90, após a subida registada na sexta-feira (mais 61), que interrompera uma sequência de 67 dias de quebra no total de infetado. Com esta quebra, o total de pessoas infetadas com o vírus da SARS-CoV-2 caiu para 25810.

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O total doentes graves hospitalizados voltou a descer, após quatro subidas seguidas, estando agora 119 pessoas internadas em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), menos nove do que na sexta-feira. Com menos 20 doentes acamados, há agora 466 pessoas hospitalizadas, o registo mais baixo de internamentos hospitalares desde 13 de setembro de 2020 - os doentes em perigo de vida eram 57, na altura.

Região Norte com mais casos e Lisboa com mais mortes

A Região Norte foi a que registou mais casos de covid-19 nas últimas 24 horas, ao reportar 216 novas infeções. De um total de 332229, desde o início da pandemia, resultaram 5319 mortes, duas das quais nas últimas 24 horas.

Na Região de Lisboa e Vale do Tejo (RLVT), foram reportados 153 novos casos, para um acumulado de 313415 infeções desde o início da pandemia, a 2 de março. Nestes 13 meses, 7166 pessoas morreram por causas associadas à covid-19 no entorno da capital, três das quais nas últimas 24 horas.

Após quatro dias livre da morte, a Região Centro voltou a reportar um óbito associado à covid-19. No total, a pandemia ceifou 3003 vidas nesta região de Portugal, de um total de 117728 infeções registadas desde 2 de março, das quais, 64 nas últimas 24 horas.

O resto do país, ilhas incluídas, não tem mortes a lamentar na últimas 24 horas. No Alentejo são mais 16 os casos, com o total a ascender a 29330 (e 970 óbitos), enquanto no Algarve foram reportadas mais 59 infeções. O acumulado de casos, no extremo sul de Portugal, subiu para 21113, dos quais resultaram 355 óbitos.

Os Açores registaram mais 75 casos, o número mais elevado desde 18 de janeiro, com o acumulado a ascender agora a 4309 infeções, desde o início na pandemia, dos quais resultaram 29 óbitos. Na Madeira, os 18 novos casos elevaram a contagem para 8804 positivos, de que resultaram 68 óbitos.

Vítimas mortais têm todas mais de 70 anos

As vítimas mortais reportadas este sábado têm todas mais de 80 anos. Segundo a DGS, nas últimas 24 horas morreram três homens no escalão etário dos 70-79 anos, que representa 21% do total de vítimas da pandemia - 3593 em 16910 óbitos registados a nível nacional.

A faixa etária mais afetada, a das pessoas com idade superior a 80 anos, perdeu mais três vidas, um homem e duas mulheres. No total, entre os mais velhos do país, a pandemia ceifou 11137 vidas, 66% do total de óbitos registados a nível nacional.

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