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Serviços públicos vão enfrentar atendimento na hora e marcações

Serviços públicos vão enfrentar atendimento na hora e marcações

A reabertura dos serviços públicos, antecipada para 1 de setembro, vai dificultar o serviço quando há uma "falta crónica de pessoal", alerta o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado.

A reabertura de todos os serviços públicos, antecipada para 1 de setembro (em vez do dia 5, como tinha sido previsto no final de julho), vai dificultar a gestão dos atendimentos, uma vez que "falta pessoal para atender os cidadãos agendados e os que surgirão ao balcão, ao mesmo tempo".

Helena Rodrigues, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), acredita que a reabertura só não terá sido marcada já para a próxima segunda-feira porque "nesta altura do ano, há muitos cidadãos que se deslocam a Portugal, e que estão cá por pouco tempo, para resolver assuntos que, muitas vezes, são de resolução mais demorada, até por serem pessoas que estão deslocadas do dia-a-dia em Portugal".

Com o regresso dos emigrantes aos seus países, no final deste mês, ainda restará "o problema dos agendamentos já feitos, que vão chocar com quem estiver à espera e obrigar a uma gestão de pessoal mais penalizadora".

"Podemos ter situações complicadas, quando houver um cidadão que está à espera desde as oito da manhã a ter de esperar mais ainda porque acabou de chegar o agendamento feito há semanas. E os trabalhadores é que dão a cara por isto tudo e acabam por sofre, não é fácil", explicou a dirigente.

Helena Rodrigues antecipa que "uma das formas de resolver isso será colocar, em vez de uma, duas pessoas no atendimento, o que significa que o trabalho de back-office terá de ser feito, muitas vezes, fora de horas e à custa dos trabalhadores".

Com "falta crónica de pessoal, especialmente no Instituto de Registos e Notariado e na Segurança Social", a presidente do STE alerta que ainda vai levar "meses para recuperar atendimentos atrasados" durante a pandemia.

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