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Setor social há meses à espera de rumo para estratégia contra a pobreza

Setor social há meses à espera de rumo para estratégia contra a pobreza

Rede Europeia fala em "falta de vontade política". Medidas lançadas para as famílias seriam "potenciadas" se enquadradas no plano, avisa economista. Cáritas alerta para "dias piores".

São de descontentamento e de frustração as palavras de quem está no terreno a lidar com os rostos da pobreza. Sabendo-se que, no ano passado, mais 256 mil pessoas entraram naquela condição, sendo agora 2,312 milhões, o setor social não compreende por que razão a comissão que irá implementar a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza (ENCP) não foi ainda nomeada. Mais de oito meses volvidos sobre a aprovação do documento que se propõe retirar da pobreza, até 2030, 660 mil pessoas.

Lembrando que a pobreza "é injusta" e atenta contra a dignidade humana, o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Lino Maia, lamenta-se: "Infelizmente, anunciam-se medidas, mas, depois, falta agilidade para as pôr em prática". Carlos Farinha Rodrigues, economista que trabalhou na ENCP, é perentório: "Já devia estar cá fora há muito tempo. Há novos fatores de crise e de agravamento das condições de vida". Reconhecendo que o "Governo tem respondido com algumas medidas", entende, no entanto, que se "estivessem enquadradas numa estratégia seriam potenciadas".

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