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Sindicato quer faltas pagas para vacinar os filhos após polémica com Pingo Doce

Sindicato quer faltas pagas para vacinar os filhos após polémica com Pingo Doce

A cadeia de supermercados Pingo Doce garantiu esta quinta-feira que "o tempo necessário" para cada trabalhador se vacinar contra a covid-19 "é considerado tempo de trabalho, sem qualquer perda de retribuição" e que "o mesmo se aplica" aos pais que acompanhem os "filhos, entre os 12 e os 15 anos" à vacinação.

"Esta decisão foi tomada apesar de não existir qualquer obrigação legal para tal", afirma a empresa, questionada pelo JN a propósito do alerta, na quarta-feira, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), de que trabalhadores daquela cadeia poderiam ser "penalizados na sua retribuição" por terem acompanhado os filhos.

Embora reconheça haver dúvidas, na interpretação do Código de Trabalho (CT), quanto à garantia salarial nesta situação (o CT prevê expressamente em situação de doença), o coordenador regional de Lisboa do CESP, Orlando Gonçalves, notou ao JN que a campanha de vacinação deve ser equiparável a factos não imputáveis ao trabalhador, logo com direito à falta justificada e sem perda de retribuição.

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