Crise política

Sindicatos à espera de Marcelo para reavaliar greves

Sindicatos à espera de Marcelo para reavaliar greves

A crise política está a forçar as organizações sindicais a reavaliarem as greves agendadas para novembro. Os protestos coincidiam com a discussão na especialidade do Orçamento do Estado (OE) para 2022 que foi chumbado e, por isso, há federações que aguardam a decisão do presidente da República quanto à dissolução do Parlamento e de convocatória de eleições antecipadas para resolverem se mantém ou não as ações.

Os sete sindicatos de enfermeiros, que se manifestaram junto ao Parlamento na quinta-feira, anunciam amanhã a decisão quanto à greve de 3 e 4 de novembro, confirmou ao JN a presidente da Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), Lúcia Leite.

"Estamos à espera de perceber a evolução da situação política, se se confirma ou não a dissolução e nessa altura tomaremos a decisão", explica João Dias da Silva, líder da Federação Nacional de Educação (FNE), que reúne a comissão executiva no dia 3.

As duas federações de professores mais seis sindicatos, recorde-se, entregaram pré-aviso de greve para 5 de novembro, dia em que estava marcada a audição do ministro Tiago Brandão Rodrigues sobre o orçamento da Educação. FNE e Federação Nacional de Professores (Fenprof) também tinham anunciado a adesão à greve da Frente Comum marcada para dia 12, que marcava o prazo do fim para os partidos entregarem propostas de alteração ao OE. O Sindicato Nacional de Professores Licenciados (SNPL) já avisou esta quinta-feira, por comunicado, que "a confirmar-se a dissolução" irão adiar a greve por considerarem que num cenário de eleições antecipadas, o Governo fica "impossibilitado de negociar as pretensões dos professores".

A Fenprof anuncia a decisão terça-feira após reunião do secretariado nacional. Em cima da mesa, assume Mário Nogueira ao JN, estará a manutenção ou suspensão da greve de dia 5 "muito associada à proposta de Orçamento do Estado" para o setor. A Federação tinha aliás agendado para esse dia, também uma concentração junto ao Parlamento com um ecrã gigante para os docentes acompanharem as declarações de Tiago Brandão Rodrigues na comissão. "Veremos como evolui a situação", conclui o secretário-geral referindo-se à greve de dia 12.

Já a Federação Nacional dos Médicos, que entregou pré-aviso de greve para os dias 23 a 25 de novembro e também aderiu à paralisação de dia 12 da administração pública, mantém para já as convocatórias. "Aguardamos a concretização das intenções do senhor presidente da República e posteriormente reuniremos o nosso conselho nacional", defendeu ao JN o presidente da FNAM, Noel Monteiro.

A Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) também anuncia dia 2 a decisão quanto "às formas de luta" agendadas para novembro. A CGTP mantém a indicação quanto à greve de dia 12 e manifestação nacional de dia 20.

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