Aposentações

SNS pode perder quase 1800 médicos em dois anos

SNS pode perder quase 1800 médicos em dois anos

Em 2020 e 2021, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode perder cerca de 1771 médicos nos centros de saúde e nos hospitais.

O número corresponde às estimativas das aposentações divulgadas pelo Governo através da plataforma da Comissão Nacional de Reforma dos Cuidados de Saúde Primários e no Portal do SNS. Em dois anos, estão em condições de se aposentar 936 médicos de medicina geral e familiar e 835 especialistas hospitalares.

Recorde-se que, na quarta-feira, o Conselho de Ministros anunciou que nos próximos dois anos serão contratados até 8400 novos profissionais de saúde (todas as classes incluídas, dependendo das necessidades das instituições). A medida insere-se no Plano de Melhoria da Resposta do SNS, que contempla um reforço inicial de 800 milhões de euros (integrados no Orçamento do Estado para 2020). Na quinta-feira, o Governo fixou o número em 8426 profissionais.

Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (MGF), adiantou ao JN que os centros de saúde vão precisar de uma média de novos 500 médicos de família por ano até 2023, só para fazer face às aposentações. De acordo com os dados do site do BI da Reforma do SNS, em novembro havia 426 clínicos em falta nos cuidados de saúde primários (centros de saúde e unidades de saúde familiar) e mais de 678 mil pessoas sem médico.

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