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Só 16% das casas têm seguro contra sismos

Só 16% das casas têm seguro contra sismos

Só 16% das habitações têm seguro com cobertura de risco sísmico. A taxa é baixa para um país de risco como Portugal, onde os sismos graves são intensos, mas raros, e cujo parque habitacional não está preparado para o impacto de um sismo de grande intensidade, sobretudo as casas reabilitadas.

O risco é real, alertam especialistas, e leva a Proteção Civil a organizar simulacros, como o que terá lugar na segunda-feira. As seguradoras entregaram já ao Governo uma proposta para que o risco sísmico passe a ser obrigatório.

José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradoras (APS), adiantou ao JN que a taxa de cobertura do risco de sismo é superior nas regiões mais sujeitas, como Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve, mas não chega para cobrir os prejuízos decorrentes de um terramoto de grande intensidade. Por isso, propôs ao Governo que torne obrigatória a cobertura do risco de sismo, além do incêndio, nos seguros multirrisco. "A maioria das famílias tem a poupança investida na casa. Se a perdem, perdem tudo", disse.