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"Só daqui a três anos tenho direito à reforma. Até lá, vivo de quê?"

"Só daqui a três anos tenho direito à reforma. Até lá, vivo de quê?"

Filho recebe o salário mínimo, o que a impede de ter acesso a RSI. Só tem ajuda do Banco Alimentar.

O olhar assustado e as mãos trémulas de Anabela Correia contam a história de uma vida marcada pela depressão e pobreza. Hoje, com 62 anos, está num limbo. Não tem direito a rendimento social de inserção (RSI) porque o filho, com quem vive, ganha o salário mínimo e só poderá receber pensão social de velhice quando fizer 66 anos. Sem qualquer apoio do Estado, vive da escassa ajuda do Banco Alimentar contra a Fome e da Santa Casa da Misericórdia, que lhe fornece medicamentos para a depressão, problemas renais e dos ossos.

É num rés do chão com pouca iluminação, na Ajuda, em Lisboa, que Anabela passa a maior parte dos seus dias a fazer contas à vida. O cheiro a mofo e o silêncio pesado contrastam com o dia soalheiro e agitado lá fora. Sai muito pouco e percebe-se a desmotivação. "Só terei direito à reforma daqui a três anos. E até lá, vivo de quê?", questiona.

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