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Sociedade de literacia em saúde diz que falta apoio mental a doentes

Sociedade de literacia em saúde diz que falta apoio mental a doentes

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) entende que a estratégia nacional da luta contra o cancro 2021-2030 não está completa e que é preciso ir mais longe. A organização aponta que tem de haver uma prioridade na aposta na saúde mental porque há uma carência de apoio psicológico aos doentes e cuidadores.

No âmbito da estratégia nacional da luta contra o cancro 2021-2030, publicada pela DGS este verão, a SPLS defende que é preciso ir mais longe, e aponta como prioridade a aposta na saúde mental, ainda durante esta década. Os especialistas consideram que a estratégia segue "um alinhamento positivo de acordo com as diretrizes europeias", mas que "a capacidade de monitorização de projetos tem ficado aquém" nos últimos anos, lê-se em comunicado. Para colmatar o que a sociedade considera como necessário, a organização desenvolveu um conjunto de propostas, que foram enviadas à DGS para apreciação.

De acordo com os especialistas, "não existe ou é omitido o apoio imprescindível aos afetados na área da saúde mental, assim como o apoio para lidar com as perdas, desesperança e luto, apesar da referência à constituição de equipas multidisciplinares". A sociedade diz que é necessário criar recursos de acompanhamento psicológico para o doente e para o cuidador. A Presidente da SPLP, defende a aposta numa investigação mais prática e numa intervenção mais integrada. Aponta ainda que deve haver uma investigação com maior rede de parceiros.

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Cristina Vaz de Almeida entende que é importante a literacia em saúde em todos os momentos, seja antes do cancro, ou no momento do luto. Mas ressalta o momento antes do cancro, como forma de prevenção, referindo que "há cancros evitáveis". Em comunicado, a SPLS alerta ainda para o conhecimento de todo o ciclo de vida e para a literacia em todas as faixas etárias. Entre outras propostas, a organização entende como necessário estudar outras doenças oncológicas.

A estratégia nacional da luta contra o cancro 2021-2030, que esteve em consulta pública durante o mês de julho, visa, principalmente, reduzir a incidência dos cancros evitáveis, melhorar a qualidade de vida dos clientes e apoiar os sobreviventes. O plano assenta essencialmente em quatro pilares: prevenção, deteção, diagnóstico e tratamento.

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