Covid-19

Socorristas francesas em Almada orgulhosas por ajudar

Socorristas francesas em Almada orgulhosas por ajudar

Uma médica e três enfermeiras francesas especialistas em reanimação vão integrar já a partir desta terça-feira a Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Garcia de Orta, numa missão de 15 dias que as deixa orgulhosas.

A enfermeira Sandra Fleury, filha de pais portugueses, falou esta segunda-feira pelas colegas e partilhou o sentimento que tiveram ao chegar a Almada. "É com grande orgulho que estamos aqui a ajudar Portugal a ultrapassar as dificuldades derivadas desta pandemia".

Sendo lusodescendente, Sandra considera-se também portuguesa e com "sorte" por ter vindo para Portugal para ajudar no combate à covid-19. Com Sandra Fleury, vieram as também enfermeiras Sandrine Kaumont, Isabelle Kulyk e a médica Bérengère Nion.

A equipa aponta a língua como a principal dificuldade que vai enfrentar, já que as funções a desempenhar e os equipamentos com que vai lidar são semelhantes aos de França. Sobre este ponto, Antero Fernandes, diretor do serviço de medicina intensiva do Hospital Garcia de Orta afirmou que a língua falada será a inglesa, razão pela qual não haverá qualquer dificuldade de integração. "Não existe qualquer baarreira linguítica, pois falaremos em inglês e a linguagem técnica nas funções a executar em Portugal é em tudo semelhante ao existente em França".

O diretor clínico avançou que as quatro profissionais de saúde francesas trabalharão em conjunto e vão permitir um "maior descanso dos 20 médicos e 150 enfermeiros que trabalham atualmente na UCI". "Não falo em folgas, mas num alívio no rácio de utentes por médicos", acrescenta. Atualmente, das 36 camas disponíveis, 31 estão ocupadas.

"Agradecimento profundo" a França

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde agradeceu a ajuda do Governo francês com a disponibilização da equipa. "Em nome do Governo português, um agradecimento profundo ao governo francês por esta colaboração e por esta cooperação, que é de facto um sinal bem vivo de uma Europa bem viva e bem solidária", disse António Lacerda Sales.

PUB

"Tudo faremos neste contexto para aliviar aquilo que é a pressão ao nível das unidades de cuidados intensivos. E dizer-vos que de facto foi uma área onde muito temos investido, onde, relembro, tínhamos no início de março cerca de 1142 ventiladores e temos hoje mais de 2000 ventiladores. Tínhamos em 2012 um rácio de 4,2 camas por 100 mil habitantes; temos hoje um rácio - no final de dezembro - de 9,4 camas por 100 mil habitantes. Mais do que duplicámos", sublinhou.

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde salientou ainda o esforço do Governo português na contratação de médicos intensivistas, 48 em 2020 e mais 47 desde o início deste ano.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG