José Sócrates

Sócrates apresentou prioridades da CPLP

Sócrates apresentou prioridades da CPLP

O primeiro-ministro, José Sócrates, apresentou as prioridades da presidência portuguesa da CPLP, que prevêem quatro eixos prioritários - promoção da língua, melhor cidadania e concertação político-diplomática e reforço da cooperação sectorial.

Na sessão de abertura da VII Cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorre em Lisboa, José Sócrates destacou que, na cooperação sectorial, as áreas de intervenção são a Educação, Cultura e Energia.

O chefe do Governo português sublinhou que a CPLP tem ainda um longo caminho a percorrer, apesar de terem sido dados já "grandes passos" aos longo dos 12 anos de vida da organização lusófona.

Em relação à política de promoção e valorização da Língua Portuguesa quer no seio da CPLP quer no resto do mundo, José Sócrates recordou a recente aprovação, por Lisboa, da criação de um fundo de 30 milhões de euros, aberto a outras contribuições, destinado precisamente a fomentar o uso do Português.

Destacou igualmente a ratificação, por Portugal, do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico, salientando estarem abertas as portas para levar a Língua Portuguesa "à primeira linha da cena internacional", utilizando, para tal, as capacidades e competências do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP).

O IILP, com sede em Cabo Verde, liderado pela linguista angolana Amélia Mingas, terá, já a partir deste ano, maiores meios financeiros e humanos, de forma a debelar a sua inactividade, que vem desde que foi fundado, em 1989.

Nesse sentido, José Sócrates deu exemplos para "mudar" as linhas de orientação do IILP, tendo em conta a necessidade de se criar uma rede de escolas lusófonas, coordenada pelos Centros de Língua ou centros culturais portugueses em várias partes do mundo, entre outras medidas.

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"A presidência portuguesa pretende também incentivar uma rede de bibliotecas extra-escolar, uma biblioteca online e um projecto de televisão na Internet que integre os Estados membros da comunidade", acrescentou. "Mas há ainda muito a fazer, um longo caminho a percorrer", admitiu.

Em relação à Cidadania, José Sócrates disse que Portugal pretende implantar em todos os Estados-membros da CPLP o reconhecimento dos direitos da cidadania, com a aprovação do Estatuto do Cidadão Lusófono, sendo, para tal, necessária uma colaboração com a sociedade civil.

Na concertação político-diplomática, o governante lembrou o que a CPLP já fez no passado, recordando os apoios à independência de Timor-Leste (em 2002), às crises políticas e militares nalguns Estados-membros, às candidaturas a postos-chave em organizações internacionais, entre outros.

Destacou, a este propósito, o apoio da CPLP a acções e programas ligados à paz e segurança, à energia e à segurança alimentar.

Na cooperação sectorial, que abrange as áreas da Educação, Cultura e Energética, José Sócrates sublinhou que esta "aposta" prevê o investimento em redes de ensino, a programação conjunta de programações culturais e a preservação do meio ambiente.

"O nosso objectivo está claro: reforçar esta nossa comunidade política, a cooperação e os afectos. estreitar os laços e pô-los ao serviço dos nossos povos", concluiu.

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