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Sócrates condena "maledicência" e desafia PSD a apresentar propostas

Sócrates condena "maledicência" e desafia PSD a apresentar propostas

José Sócrates criticou, este sábado à tarde, na Alfândega do Porto,"aqueles que acham que este é o momento para alimentar guerrilhas partidárias".

Embora sem referir o nome de Eduardo Catroga, responsável pelo programa eleitoral do PSD que criticou o Governo, afirmando que as gerações mais jovens deviam levá-lo a tribunal, o secretário-geral socialista não deixou de condenar "a maledicência", o "ataque pessoal" e as "guerrilhas partidárias", concluindo que quem crê que este é o momento para agir daquela forma "não está à altura das suas responsabilidades".

Além disso, defendeu que "esta crise política podia não ter acontecido". "Bastava, para isso, que tivesse havido maior desprendimento partidário" e disponibilidade para "o diálogo". Agora, considera que "a unidade" e a "preservação de um compromisso" são essenciais para defender Portugal. E não"este jogo pueril" de "concurso de ideias" e "contra a democracia".

Radicalismos ideológicos

"Isto não tem a ver com partidos, tem a ver com o país", afirmou o chefe de Governo. E desafiou os sociais-democratas a clarificar as suas posições, acusando-os de "radicalismos ideológicos" e de atacarem o Estado Social, por exemplo quando querem "que seja livre o despedimento individual". A seu ver, depois do PSD ter "provocado" eleições, os portugueses têm, "no mínimo, o direito" de exigir que apresente as suas propostas "em vez de se esconder atrás do silêncio".

Perante o movimento de voluntários que já apoiou a campanha em 2009, o primeiro-ministro disse ver "para aí tanta gente que foi tão rápida" a "derrubar o Governo" e, agora, tem "grande dificuldade" em "apresentar uma proposta".

"Mas todos sabemos quais são as suas intenções", prosseguiu Sócrates, referindo-se às propostas para alterar a Constituição e, em particular, à eliminação da "justa causa" no despedimento. Ao PSD, desafiou, por isso, a "apresentar as suas propostas", sublinhando, ainda, a necessidade de "proteger" o Serviço Nacional de Saúde e a rede pública de Educação.

"Está em causa proteger o nosso país de aventuras e riscos" e "o tempo não está para experimentalismos" ou "radicalismos ideológicos", com uma "agenda liberal", apelou o secretário-geral socialista. Ao PSD, Sócrates contrapôs um PS com "orientação", "equipa e programa político".