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Sócrates critica lentidão da Oposição a apresentar propostas

Sócrates critica lentidão da Oposição a apresentar propostas

Na apresentação do programa eleitoral do PS, o secretário-geral socialista acusou a oposição de ter sido rápida em precipitar uma crise política, mas revelar-se lenta a construir, continuando sem apresentar ideias alternativas a pouco mais de um mês das eleições.

José Sócrates falava no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, numa sala que foi pequena para tantos simpatizantes que assistiram à apresentação do programa eleitoral do PS.

Com o ministro Luís Amado (que se afastou da primeira linha da actividade política) e o deputado socialista António José Seguro (apontado como potencial candidato à liderança do PS) presentes na plateia, o líder socialista iniciou o seu discurso com fortes críticas à oposição, sobretudo ao PSD.

"As forças da oposição, que forçaram a antecipação das eleições, acrescentando à crise económica uma séria crise política, um mês depois da crise que provocaram e a quase um mês da data das eleições continuam sem apresentar o seu programa. Isto quer dizer que foram rápidos em destruir mas são lentos - oh como são lentos - a propor e a construir", declarou o líder do executivo demissionário, recebendo então uma prolongada salva de palmas.

Segundo José Sócrates, estas forças da oposição "estavam preparadas para precipitar a queda do Governo na primeira oportunidade, mas não estão manifestamente preparados para apresentar ao país aquilo que deviam: Uma alternativa política".

"Souberam ser negativos pondo em causa o interesse nacional, mas não souberam ser positivos. Souberam destruir mas são completamente incapazes de construir uma solução ou uma alternativa para o país", declarou o secretário-geral do PS.

Em contraponto, José Sócrates defendeu que o PS tem uma equipa e uma proposta pública, permitindo que os portugueses conheçam tudo o que precisam sobre este partido para formularem a sua escolha a 5 de Junho. "Conhecem a liderança, conhecem a equipa e conhecem agora a proposta política", declarou o secretário-geral do PS.

Depois, numa referência implícita ao PSD, o líder socialista deixou a seguinte observação: "Os candidatos do PS são conhecidos, nós não temos de silenciar candidatos, nem temos de esconder ideias".

"As nossas ideias são públicas e os homens e mulheres que candidatamos a deputados na próxima legislatura têm provas dadas no plano profissional e no plano do serviço público", acrescentou.

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