José Sócrates

Sócrates pede "responsabilidade" ao PSD para pôr de lado "ânsia pelo poder"

Sócrates pede "responsabilidade" ao PSD para pôr de lado "ânsia pelo poder"

O secretário-geral do PS disse este domingo que o país precisa de lideranças políticas concentradas nas negociações do pedido de assistência financeira, apelando à "responsabilidade" do PSD, para pôr de lado a "ânsia pelo poder" e a "disputa eleitoral".

"O que o país precisa é que todas as lideranças políticas se concentrem na defesa dos interesses de Portugal nesta negociação tão exigente", afirmou o líder socialista e primeiro-ministro demissionário, José Sócrates.

O secretário-geral do PS falava no início da reunião da Comissão Política Nacional socialista, que está reunida num hotel de Lisboa para aprovar os restantes órgãos do partido, saídos do Congresso do último fim-de-semana, e discutir os cabeças-de-lista às eleições legislativas de 5 de Junho.

"O que eu espero, o que eu espero sinceramente é que aqueles que de forma irresponsável sabotaram, puseram em causa uma solução mais favorável para Portugal e fizeram-no apenas por calculismo político não voltem a comportar-se da mesma forma agora que o país está a negociar com as instâncias internacionais, numa negociação, como é sabido, muito difícil", sustentou.

Segundo José Sócrates, "o país exige neste momento responsabilidade e concentração naquilo que deve ser uma negociação à altura da circunstância".

"Ponhamos, portanto, de lado quer a ânsia pelo poder, quer a disputa eleitoral, naquilo que é o objectivo absolutamente essencial, uma boa negociação", disse, argumentando que "aproveitar este período de negociação para tentar ganhar dividendos políticos isso é tudo o que o país não precisa".

"Esses que apenas querem fazer da guerrilha política ao Governo o seu objectivo verdadeiramente não estão a pensar em Portugal, estão a pensar apenas em eleições", acusou.

Além de o Governo ter assumido a "liderança da negociação com as instituições internacionais", afirmou o secretário-geral do PS, "definiu um modelo de acompanhamento e de informação aos partidos políticos e às instituições políticas".

"Todos precisam de acompanhar as negociações porque este é o momento em que o país reclama de todas as lideranças políticas o mínimo de responsabilidade, para que possa haver uma unidade nacional na negociação com as instâncias internacionais", declarou.

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