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Supernanny da SIC com "elevado risco de violar os direitos das crianças"

Supernanny da SIC com "elevado risco de violar os direitos das crianças"

A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) explica, esta segunda-feira, que o programa da SIC "Supernanny" comporta riscos de violação do "direito à imagem" e da "reserva de vida privada" das crianças.

A SIC estreou, no domingo à noite, em horário nobre, o programa "Supernanny", em que as famílias, com crianças que apresentam sinais de mau comportamento, recebem uma especialista em mediação familiar, que acompanha as rotinas.

Logo a seguir ao início do primeiro programa, vários utilizadores das redes sociais demonstraram a sua insatisfação devido à forma como a criança era exposta.

Em poucas horas, o tema tomou conta das redes sociais, sendo, esta segunda-feira, um dos tópicos em destaque no Twitter.

Em comunicado, a CNPDPCJ afirma que se trata "de um conteúdo manifestamente contrário ao superior interesse da criança, podendo produzir efeitos nefastos na sua personalidade, imediatos e a prazo".

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No mesmo comunicado, explica que foi remetido para a "Entidade Reguladora da Comunicação Social um pedido de análise do conteúdo do programa". Também a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens foi confrontada com uma exposição do caso.

Programa polémico na Alemanha em 2005

O programa que a SIC estreou não é exclusivo de Portugal. O conteúdo nasceu em Inglaterra e já passou pelos EUA e Brasil. Também na Alemanha, quando passou em 2005, suscitou polémica.

Emitido pela estação privada RTL, foi criticado pelo sistema de educação do tipo chicotada e doce, não se preocupando com as causas da agressividade da criança.

A Liga de Defesa das Crianças protestou contra o programa, denunciando a degradação e humilhação impostas às crianças.

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