Incentivos

Taxistas têm apoio para carros elétricos mas preferiam ter para carros híbridos

Taxistas têm apoio para carros elétricos mas preferiam ter para carros híbridos

Taxistas não se sentem atraídos pelos incentivos do Governo para substituir os seus automóveis a combustão por veículos elétricos. Os motoristas preferiam uma comparticipação na aquisição de modelos híbridos.

Florêncio de Almeida, presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), declara que os taxistas observam "com muitas reticências" os incentivos do Governo para estes trocarem as suas viaturas por carros elétricos e a razão é só uma: "Não há condições para carregar os carros em qualquer lado e os taxistas não podem estar parados. Estar parado não é rentável".

O Governo anunciou esta sexta-feira a abertura de um novo período de candidaturas à comparticipação de troca de veículos destinada a taxistas, que decorre até 31 de julho. O Governo apoia com 5000 euros cada novo táxi elétrico, a que acresce um valor pela entrega do carro a abater, que pode chegar a a 7500 euros, ou seja, perfazendo um total de comparticipação que pode atingir 12500 euros. Quanto mais antigo o automóvel, maior será a quantia.

"Há muitos serviços que não se compadecem com as características do carro elétrico", refere Florêncio de Almeida. "São só ilusões", diz. "Até os locais para carregar as viaturas estão ocupados com carros que aproveitam para estacionar", critica.

"Enquanto não houver uma rede suficiente para garantir o carregamento, optar pelo carro elétrico não faz sentido", afirma. "Que apostem nos híbridos, que apoiem os híbridos, que também não poluem".

Os automóveis híbridos possuem os dois sistemas, motores elétricos e a combustão, mas nem sempre precisam de carregamento em ficha ("plug in"). Os que não são "plug in" - há as duas possibilidades - fazem a gestão entre os dois sistemas sem nunca se colocar o problema da autonomia e o seu comércio tem disparado por isso.

No ano passado, foram, de facto, escassos os táxis substituídos ao abrigo deste programa do Governo para a descarbonização. Aderiram apenas oito táxis. No ano passado, destinou-se a esta iniciativa 750 mil euros e este ano apenas 200 mil, provenientes do Fundo para o Serviço Público de Transportes.

"Os candidatos (taxistas) podem ainda obter um apoio de 100% do custo dos postos de carregamento até ao montante de 2000 mil euros por posto", revela o Ministério do Ambiente e da Transição Energética.

Para os particulares, recorde-se, o incentivo à aquisição de veículos elétricos passou a ser este ano de 3000 euros (mantendo-se os 2250 euros para as empresas) até um teto máximo de custo total de 62.500 euros (carros considerados de luxo), outra novidade no novo modelo de comparticipação.

O Governo alargou ainda o programa às bicicletas, no valor de 250 euros, limitado a 1000 unidades e com fatura que especifique que é bicicleta de cidade; e aos motociclos elétricos, em 20% do valor da aquisição, com um teto de 400 euros.

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