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Tecnologia portuguesa na missão europeia para pousar em Marte

Tecnologia portuguesa na missão europeia para pousar em Marte

A sonda europeia Schiaparelli vai tentar aterrar em Marte, esta quarta-feira à tarde, após três dias de descida para o Planeta Vermelho.

Após uma viagem de sete meses para chegar a Marte, a Schiaparelli separou-se no domingo da sonda científica que a transportou, a TGO, está no final da descida para pousar no Planeta Vermelho.

Ambas com componentes "made in Portugal", a TGO e a Schiaparelli, batizada em honra do astrónomo italiano do século XIX, percorreram quase 500 milhões de quilómetros desde o seu lançamento em março por um foguetão russo Proton-M a partir de Baïkonur, no Cazaquistão.

Aterrar em Marte é um desafio tecnológico para a Europa, que quer provar que domina este exercício difícil.

Até agora, só os Estados Unidos conseguiram pousar no planeta vermelho engenhos a funcionar.

Trata-se da segunda vez que a Europa tenta aterrar em solo marciano, depois de há 13 anos a sonda europeia Mars Express ter lançado uma mini-sonda Beagle 2, que nunca deu sinal de vida. Só em 2015 é que as imagens de uma sonda norte-americana permitiram constatar que a Beagle 2 tinha efetivamente aterrado, mas que os seus painéis solares não estavam todos destacados.

O grande voo da Schiaparelli é a primeira etapa da ExoMars, uma ambiciosa missão científica europeia e russa em duas partes, que visa procurar indícios de vida atual e passada em Marte.

A sonda TGO será encarregada de "cheirar" a atmosfera marciana para detetar vestígios de gases como o metano, que poderão indicar a presença de uma forma de vida presente no planeta. Começará a trabalhar no início de 2018.

Em 2020, a Europa e a Rússia enviarão para Marte um grande "rover" que beneficiará da evolução tecnológica da Schiaparelli e realizará perfurações no solo para tentar encontrar vestígios de vide bacteriana passada.

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