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Teixeira dos Santos apela à aprovação do Orçamento de Estado do PSD

Teixeira dos Santos apela à aprovação do Orçamento de Estado do PSD

O ex-ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, apelou, sexta-feira, à aprovação do próximo Orçamento de Estado, na Assembleia da República, afirmando que não é momento para tirar dividendos políticos.

"O que se espera é que o Orçamento de Estado seja viabilizado. É um momento de responsabilidade para todos nós, para mostrar que o País está empenhado em avançar", afirmou Teixeira dos Santos.

O ex-governante falava, assumiu-se, como "professor", perante uma audiência repleta da Universidade Sénior de Vila Nova de Cerveira, em que o tema foi precisamente a crise do 'subprime' e da actual dívida soberana.

"É de esperar que o Orçamento de Estado dê cumprimento aos compromissos assumidos [com a 'troika']", disse ainda, acrescentando que sempre defendeu o sentido de responsabilidade.

"Não é agora, por estar fora do Governo, que vou dizer o contrário. Continua a ser um momento de muita responsabilidade", acrescentou.

Sobre a actuação do Governo que sucedeu ao Partido Socialista, o ex-ministro das Finanças de Sócrates elogiou as medidas entretanto tomadas.

"As medidas que têm vindo a ser adoptadas são consentâneas com o acordo e os compromissos assumidos", apontou.

Nesse sentido, os elogios à maioria PSD/CDS-PP não podiam ser mais evidentes: "Acho que Portugal tem vindo a cumprir de uma forma escrupulosa o acordo que foi feito com a 'troika' e isso é importante", sublinhou.

Sobre a possibilidade de os países em dificuldades abandonarem a Zona Euro, o ex-ministro socialista foi claro em relação a Portugal.

"Ouço muitas vezes comentários se não seria melhor sair do euro? Não. Isso seria uma ilusão. No euro ou fora do euro, o País tem que se financiar. Alguém tem de emprestar dinheiro a Portugal, esteja fora ou dentro do euro", acrescentou.

Por isso, concluiu: "Estamos bem melhor no euro, mas agora é a altura de pôr a casa em ordem".

Teixeira dos Santos admitiu ainda a "dificuldade do momento actual", mas observou que a crise da dívida soberana "não é o fim" do euro.

"É um momento difícil, mas vai ser também o momento da verdade, em que todos teremos de ter a capacidade de lançar novas soluções para sairmos da crise", rematou.

No final da sessão, Teixeira dos Santos recusou prestar declarações aos jornalistas, justificando: "Já não sou político. Agora só dou aulas".