Covid-19

Temido e Freitas deixam de estar juntas nas conferências de imprensa

Temido e Freitas deixam de estar juntas nas conferências de imprensa

É o princípio do fim das comunicações ao país, sobre os efeitos da pandemia, nos moldes a que temos assistido desde março: a ministra da Saúde e a diretora-geral da Saúde poderão não voltar a partilhar a mesma conferência de imprensa. Na origem da decisão estão as críticas dos membros do Conselho Nacional de Saúde Pública ao formato. O futuro passa por ter algo mais "ligeiro".

Após várias semanas, em que vários especialistas em Saúde Pública e em Proteção Civil vinham a criticar os moldes em que se têm feito tais conferências de imprensa, a ministra da Saúde sentenciou o seu fim.

Marta Temido explicou que o Conselho Nacional de Saúde Pública (CNSP), órgão consultivo do Governo que reuniu esta sexta-feira, sinalizou aos três membros do Governo presente [além da ministra, os seus dois secretários de Estado] e às autoridades de saúde a "necessidade de reformulação do modelo de comunicação, com uma mais clara separação das linhas técnica e politica"

A governante disse que os conselheiros, entre várias medidas que apontaram como necessárias neste momento em que se regista uma segunda vaga pandémica, defenderam que devem ser feitas alterações ao formato das conferências de imprensa, sob o risco de se perder a mensagem que se pretende passar.

Antes dos dois primeiros casos de infetados, reportados a 2 de março, já ocorriam conferências de imprensa quase diárias sobre o plano de ação das autoridades de saúde contra a covid-19. Depois, ganharam uma periodicidade diária, com a explicação do boletim sobre a pandemia. Só há poucas semanas passaram a realizar-se às segundas, quartas e sextas-feiras.

Estão sempre presentes três pessoas - além do intérprete de língua gestual: a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, ou um dos seus vices; a ministra da Saúde ou um dos seus dois secretários de Estado; e um responsável por um dos organismos públicos do setor, que por norma tem variado entre os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, passando pelo INEM.

Temido alegou que este modelo não passará desta sexta-feira, tendo em conta que o Governo percebeu o apelo de que haverá "alguma vantagem em descontinuar aquilo que é um modelo de comunicação que pode ser entendido como excessivamente pesado".

Do Conselho Nacional de Saúde Pública saiu a decisão para que se "aligeirasse também esta comunicação", admitiu a governante, que revelou "uma nova reunião, na próxima semana, para aprofundamento da agenda de análises das medidas que podem ser tomadas nesta fase tão distinta da primeira".

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