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Temido e outros ministros no Porto geram polémica, CNE aguarda queixa

Temido e outros ministros no Porto geram polémica, CNE aguarda queixa

Moreira critica "ar salazarento de chapelada" e órgão fiscalizador diz intervir se for chamado, no âmbito do dever da neutralidade. O Governo responde a críticas.

Pequeno-almoço com Marta Temido e comício com Pedro Nuno Santos. A agenda de Tiago Barbosa Ribeiro gerou polémica pela presença dos ministros da Saúde; e das Infraestruturas e Habitação na campanha do PS no Porto. Temido vestiu no mesmo dia a pele de governante. Visitou um centro de vacinação em Gaia e recebeu a medalha de ouro do município por serviços prestados na pandemia. O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), João Tiago Machado, disse ao JN que intervirá quando receber queixas, enquadrando este caso nos "deveres de neutralidade e imparcialidade" dos titulares de cargos públicos.

Foi Rui Moreira quem na sexta-feira disparou contra "o ar salazarento de chapelada" do PS. E recordou ao JN que, em agosto, Marina Gonçalves esteve numa ação com Barbosa Ribeiro, anunciada na qualidade de secretária de Estado da Habitação.

Ministro ligou a Moreira

Revelou ainda que, pela segunda vez em duas semanas, o ministro da Educação lhe comunicou que vinha ao Porto a escolas e pediu para não comparecer.

Quanto a Temido e Pedro Nuno Santos, Moreira atacou "a governamentalização das eleições" e "a menorização do poder autárquico", mas crê que "não vale a pena" fazer queixa à CNE, "um produto dos partidos".

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Bastante crítico da presença de ministros que "nada têm a ver com o Porto",Vladimiro Feliz, candidato do PSD, destacou ao JN ser "curioso que venham muitos ministros e António Costa ainda não tenha vindo apoiar o candidato do PS".

Hoje, é a vez de Duarte Cordeiro, dirigente e secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, participar em arruadas no Porto.

Tal como Moreira, o líder do PSD, Rui Rio, diz que não fará queixa. Reforçou críticas que já tinha feito, pedindo aos eleitores que "castiguem" os políticos pelas promessas que ficarão por cumprir, convicto de que a CNE já lhe deu razão. O líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, espera que Costa pare com as "condutas indecentes", pelas alusões ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Pedro Nuno Santos respondeu que o PS não deve "esconder" o PRR na campanha, crendo que, se isso incomoda a oposição, é porque o Governo faz "um bom trabalho". O JN contactou Tiago Barbosa Ribeiro para reagir, mas sem sucesso.

A campanha de Moreira ficou, sem dúvida, marcada pelos ataques à presença dos ministros , que considera ter "aquele ar salazarento de chapelada" de quem vem "prometer coisas". Exige à CNE "o mesmo entendimento" que aplica aos autarcas. A seu ver, o caso de Temido é mais gritante: "Veio a Gaia como ministra", esteve com Barbosa Ribeiro no Porto e "não despiu a capa de ministra". E é "uma vergonha" que o Governo use "a bazuca". Porém, considera "legítimo" que, como secretário-geral, Costa faça campanha, como este domingo no distrito do Porto em vários comícios .

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