Defesa

Rovisco Duarte proposto para a chefia do Exército

Rovisco Duarte proposto para a chefia do Exército

O ministério da Defesa vai propor na quinta-feira na reunião do Conselho de Ministros o tenente-general Rovisco Duarte para substituir Carlos Jerónimo na chefia do Estado-Maior do Exército.

Frederico Rovisco Duarte, atualmente Inspetor-Geral do Exército, foi o nome escolhido pelo Governo, que terminou assim o processo de seleção do novo Chefe de Estado-Maior do Exército (CEME), após a reunião do Conselho Superior do ramo, disse à Lusa fonte do Governo.

O chefe do Estado-Maior do Exército é nomeado pelo presidente da República, por proposta do Governo.

Frederico Rovisco Duarte (arma de artilharia) foi promovido ao posto de tenente-general em 2013, tendo no seu currículo o Comando de Instrução e Doutrina do Exército, cuja direção de Educação integra o Colégio Militar, e o Instituto Militar dos Pupilos do Exército.

Foi também chefe de gabinete do anterior Chefe do Estado-Maior do Exército, general Pina Monteiro, que atualmente é Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e chefiou o Exército entre 2011 e 2014.

Rovisco Duarte foi condecorado em junho passado pelo anterior Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, com Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis, na cerimónia do Dia de Portugal.

Rovisco Duarte irá suceder a Carlos Jerónimo, cujo pedido de exoneração do cargo foi aceite pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na semana passada.

Numa reportagem publicada no passado dia 1 pelo jornal online Observador, o subdiretor do Colégio Militar, tenente-coronel António Grilo, afirmou: "Nas situações de afetos [homossexuais], obviamente não podemos fazer transferência de escola. Falamos com o encarregado de educação para que perceba que o filho acabou de perder espaço de convivência interna e a partir daí vai ter grandes dificuldades de relacionamento com os pares. Porque é o que se verifica. São excluídos".

Na sequência destas afirmações, o Ministério da Defesa fez saber que pediu explicações ao CEME e considerou "absolutamente inaceitável qualquer situação de discriminação, seja por questões de orientação sexual ou quaisquer outras, conforme determinam a Constituição e a Lei".

Desde então, sucederam-se posições públicas de oficiais na reserva a condenar a atitude do ministro da Defesa e a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) lamentou a demissão, considerando que a atitude do ministro foi "institucionalmente incorreta".

Esta quarta-feira, a comissão parlamentar de Defesa Nacional decidiu que irá questionar Azeredo Lopes sobre este processo, numa audição que está marcada para o próximo dia 26.