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Teste-piloto expõe falhas e erros no voto eletrónico

Teste-piloto expõe falhas e erros no voto eletrónico

Proteção de Dados critica cadernos eleitorais, omissões na lei e possibilidade de acesso indevido a informações.

Máquinas de voto eletrónico com selo de proteção rasgado, cadernos eleitorais com demasiada informação ou recusa em confirmar se os votos em urna correspondem aos impressos nos cartões de memória. A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNDP) analisou o projeto-piloto de voto eletrónico feito nas europeias de 2019, em Évora, e encontrou inúmeras falhas. O parecer da CNPD descarta, ainda, o voto eletrónico não presencial que, afirma, dificulta a garantia de "integridade e confidencialidade do voto", com desafios "porventura inultrapassáveis".

Uma das falhas apontadas foi a recusa, por parte da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), em abrir as urnas contendo uma cópia em papel dos boletins eletrónicos, para verificar se os votos coincidem [ler Processo]. A SGMAI "deu instruções expressas às mesas" para não abrirem as urnas", o que gerou "pedidos, reclamações ou protestos". Ou seja, imprimir e guardar os votos eletrónicos "revelou-se praticamente inútil, uma vez que não houve lugar à sua contagem".

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