Covid-19

Testes rápidos prontos a avançar a partir de hoje

Testes rápidos prontos a avançar a partir de hoje

Doentes em ambiente hospitalar ou em cuidados de Saúde são prioritários. Em escolas ou lares, podem ser feitos em caso de surto.

Os testes rápidos à covid-19 no acesso a serviços de saúde podem ser feitos a partir desta segunda-feira, confirmou, ao JN, o Ministério da Saúde (MS). As Administrações Regionais de Saúde (ARS) já os terão recebido "para redistribuir pelas unidades hospitalares para serem usados em Adr-Comunitários (Área Dedicada para Doentes Respiratórios) ou em casos de surtos".

O diploma assinado este domingo pelo presidente da República prevê que os testes possam ser feitos por trabalhadores, utentes ou estudantes à entrada de serviços, bem como a guardas prisionais quando, por exemplo, transportam reclusos. Mas há prioridades, frisou o MS, invocando a norma 19 da DGS: doentes em ambiente hospitalar ou em cuidados de saúde tal como para o rastreio de profissionais de saúde. No caso de surtos em escolas ou lares, "a ativação da reserva é feita sob indicação" das equipas de saúde pública.

Com febre não entra

No dia em que o balanço da DGS apurou mais 48 mortes por covid-19, mais 5784 infetados e 102 internamentos (num total de 2522, dos quais 378 em cuidados intensivos), a Ordem dos Médicos emitiu um comunicado a congratular-se com as medidas aprovadas para o estado de emergência. "Só a intervenção a montante na interrupção das cadeias de transmissão pode precaver e impedir a rutura do Serviço Nacional de Saúde", frisa, alertando para um agravamento nas próximas semanas.

Às escolas, este domingo, ainda não tinha chegado qualquer informação nem sobre os testes, nem sobre a possibilidade de se medir a temperatura à entrada dos estabelecimentos, garante o presidente da associação de diretores (ANDAEP).

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Filinto Lima passou o domingo a receber telefonemas de diretores "com dúvidas", nomeadamente se deviam a partir desta segunda-feira medir a temperatura. A maioria das escolas, assegura, comprou termómetros no 3.º período e só deixou de os usar após o parecer negativo da Comissão Nacional de Proteção de Dados. A medida irá implicar a reorganização das entradas para se evitar ajuntamentos e os diretores pedem esclarecimentos sobre como atuar. O diploma prevê que o registo da temperatura não pode ser associado a um nome que o acesso pode ser vedado a quem recuse a medição ou tenha mais de 38.ºC.

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