Covid-19

Até final de março 810 mil pessoas terão completado vacinação e 520 mil iniciam

Até final de março 810 mil pessoas terão completado vacinação e 520 mil iniciam

Francisco Ramos, presidente da Comissão Nacional Técnica para a vacina contra a covid-19, afirmou, esta quinta-feira, que até ao final do mês estarão vacinadas com as duas doses 74 mil pessoas e iniciaram a vacinação 178100 pessoas com a vacina da Pfizer e 5400 com a da Moderna. Até ao final de março está prevista a vacinação completa de 810 mil pessoas e que 520 mil iniciem.

"Já recebemos 377 770 doses da vacina da Pfizer, mais 19500 para os Açores e Madeira, e 8400 da vacina da Moderna. Até ao final deste mês estarão vacinadas cerca de 74 mil pessoas com as duas doses da vacina da Pfizer, 178 100 iniciaram a vacinação com essa vacina e 5400 com a vacina da Moderna", começou por informar Francisco Ramos.

"Em termos de grupos, entre os profissionais de saúde do SNS há 57500 com a vacinação completa, 16 mil iniciaram a vacinação. Profissionais de saúde de hospitais privados e das misericórdias são 2370 com vacinação iniciada e ainda nenhum com vacinação completa. No grupo de pessoas com mais de 50 anos e com comorbilidades, há 12 mil com vacinação iniciada", acrescentou.

Foram registadas 1332 reações adversas, como tumefação do braço ou dor de cabeça. "Não houve até hoje nenhuma notificação de reações que não estivesse prevista", assegurou Francisco Ramos, notando que "0,65 reações adversas por 100 vacinados é um valor que está em linha com os dados provisórios que conhecemos do resto da Europa". "A execução da vacinação está a decorrer como previsto", garantiu.

A vacinação nos lares e nos cuidados continuados está praticamente concluída, disse o coordenador do plano, explicando que as vacinas da Pfizer são usadas desde 27 de dezembro e as da Moderna desde 14 de janeiro.

Francisco Ramos diz ter esperança de que a vacina da AstraZeneca seja aprovada na sexta-feira pelas autoridades europeias e espera uma decisão da vacina da Johnson&Johnson para o primeiro trimestre.

PUB

Das duas vacinas aprovadas, Portugal espera 1,5 milhões de doses no primeiro trimestre e cerca de cinco milhões no segundo.

"O nosso país tem contratados quase 30 milhões de doses de vacina", afirmou Francisco Ramos, observando ainda que os critérios para os grupos de risco com prioridade vão ser alterados: vai-se manter na primeira fase da vacinação "o grupo dos 50 até aos 79 anos com comorbilidades específicas, para prevenir a mortalidade, mas vai incluir também todas as pessoas com mais de 80 anos independentemente de qualquer comorbilidade ou patologia, passa a ser apenas a idade".

A partir dos 50 anos, quem tem insuficiência cardíaca, doença renal e doença respiratória também passa a integrar o grupo de risco com prioridade na vacina.

Até final de março 810 mil pessoas terão completado vacinação

Francisco Ramos afirmou que, caso a vacina da AstraZeneca seja aprovada, espera receber 2214 mil doses até ao final de março.

"Até ao final de março está prevista a vacinação completa de 810 mil pessoas e que 520 mil iniciem", perspetivou Francisco Ramos. Desse total, o coordenador espera ter cerca de 100 mil profissionais de saúde vacinados, 90 mil dos quais com vacinação completa, mais 50 mil do setor privado e social, 30 mil dos quais com vacinação completa.

Do grupo de forças armadas e bombeiros esperam-se 40 mil vacinados, dos quais 21 mil completos. Todos os lares terão a vacinação completa e os restantes grupos com mais de 50 anos com 50% de vacinação completa até essa altura e outros 50% em abril. Do novo grupo incluído na primeira fase, com mais de 80 anos, estima-se que mais de 300 mil tenham iniciado a vacinação e cerca de metade a tenha completado. Este novo grupo prioritário começa a ser vacinado já na próxima segunda-feira.

"Em termos de acesso à administração, estamos neste momento num ponto de viragem, estamos numa fase em circuito fechado, os profissionais de saúde no seu local de trabalho, os residentes nos lares, e vamos passar para uma fase em que a administração da vacina vai passar a ocorrer em centros de vacinação a partir de fevereiro", disse o coordenador do plano, apontando o objetivo de que durante o mês de fevereiro haja "pelo menos um centro de vacinação em cada Agrupamentos de Saúde" e, numa segunda fase, em todos os concelhos, o que dependerá da quantidade de vacinas.

Haverá sempre marcação prévia da vacinação e a convocatória será de preferência por SMS, acrescentou Francisco Ramos, assegurando que o plano logístico da distribuição das vacinas já está definido.

O coordenador do plano disse ainda que vai ser feita uma auditoria pela Inspeção Geral da Saúde para perceber como estão a ser aplicados os critérios da vacinação dos grupos prioritários e que medidas estão a ser adotadas pelas entidades de saúde no desperdício.

"Estamos a falar de um plano que é uma gigantesca operação que começou há um mês e não há um ano. Na vacinação dos idosos nos lares, falta começar a vacinação de cerca de 30 mil pessoas, por causa de surtos nos lares", explicou.

Mil vacinas para titulares de órgãos de soberania

Sobre a questão das atividades essenciais, como os órgãos de soberania, Francisco Ramos clarificou que a proposta sempre existiu e "não é de desvalorizar". Entre decisores e cargos indispensáveis para a vida em sociedade incluem-se titulares de órgãos de soberania, altos cargos com funções no quadro de emergência, responsáveis da Proteção Civil e altos dirigentes da PGR e do Ministério Público.

"O que está previsto é que nas próximas semanas haja mil vacinas", acrescentou.

"Quem já teve a doença e já recuperou da doença não será vacinado nesta fase. É o que consta das normas", explicou ainda o responsável.

"A nossa avaliação é que neste primeiro mês face ao volume de trabalho é francamente positiva, naturalmente há incidentes e acidentes como no carro de transporte, mas o que é mais importante é que temos já mais de 200 mil pessoas com a vacinação iniciada", concluiu Francisco Ramos.

Os utentes que não são seguidos no Serviço Nacional de Saúde terão de se inscrever para a vacinação contra a covid-19 num formulário disponibilizado pelas autoridades na internet.

De acordo com a informação disponibilizada no site do SNS, que explica todas as fases do plano de vacinação contra a covid-19, as autoridades de saúde pedem aos cidadãos para esperarem até serem contactados pelos serviços de saúde, mas dizem que os utentes não seguidos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os profissionais de saúde "em prática isolada e que não estejam inscritos numa ordem profissional" devem inscrever-se num formulário próprio.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG