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Toxicodependência: "Trabalhamos com receitas de 2008 e custos de 2022"

Toxicodependência: "Trabalhamos com receitas de 2008 e custos de 2022"

Comunidade de Palmela acolhe 20 jovens consumidores, mas já esteve duas vezes para fechar, está com dívidas e não sabe se aguenta até ao fim do ano.

O futuro dos 20 jovens consumidores de drogas que estão em tratamento na Comunidade Terapêutica Luís Barros, em Palmela, é mais incerto do que nunca. Num momento da vida em que estavam a recuperar, o subfinanciamento da instituição ameaça comprometer o tratamento feito. "Estamos a trabalhar com receitas de 2008 e com custos de 2022, ou seja, isto é fazer omeletes sem ovos", critica Elísio Barros, diretor da comunidade.

"Nós já estivemos por duas vezes para encerrar e não sei se chegaremos ao final deste ano", admite, enquanto antevê uma realidade dramática para os jovens no caso de encerramento: "Nós aguentamos para evitar que estas crianças venham a ter um problema muito grande, até porque não há vagas nas outras instituições". A alternativa destes jovens, clarifica, é "voltar à delinquência e ao insucesso escolar".

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