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Trás-os-Montes quer centros de saúde até à meia noite

Trás-os-Montes quer centros de saúde até à meia noite

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM) reivindica o alargamento do horário de funcionamento dos Centros de Saúde nos concelhos da sua área, das 20 ou 22 horas para a meia-noite, por considerar "inaceitável" que o acesso a um direito e serviço continue com hora marcada. Pede também a manutenção dos centros de saúde abertos durante 24 horas em períodos festivos como o Carnaval, Natal, Páscoa e férias de verão, devido "ao aumento da população no território", explica o presidente da CIM, Jorge Fidalgo.

Aquela entidade entende que é necessário "repensar toda a lógica de funcionamento" destas unidades de saúde localizadas nos concelhos de Alfândega da Fé, Miranda do Douro, Vila Flor, Vimioso, Vinhais, e ainda Bragança, Mirandela e Macedo de Cavaleiros, onde existem hospitais. Bragança e Mirandela estão dotadas de urgências médico-cirúrgicas e Macedo de Cavaleiros tem urgência básica, tal como Mogadouro.

Para a CIM, o alargamento dos horários "solucionava muitos dos constrangimentos que as populações enfrentam" no acesso ao serviço de urgência, uma vez que são obrigadas a deslocarem-se 100 km, ou mais de uma hora de viagem, para serem atendidos numa urgência.

Os centros de saúde deixaram de funcionar 24 horas por dia há cerca de uma década depois de um acordo entre os municípios e o governo em que este se comprometia a instalar um helicóptero do INEM no distrito - está sediado em Macedo de Cavaleiros, duas Viaturas de Emergência Médica e Reanimação (VMER), uma afeta ao meio aéreo e outra instalada no Hospital de Bragança, bem como a promessa de melhorar as acessibilidades rodoviárias, o que foi concretizado com a construção da A4.

A CIM quer que se estude a manutenção dos centros de saúde abertos durante 24 horas, através da criação de equipas à chamada, e está disponível para colaborar.

Transferência de grávidas

A Câmara de Bragança exigiu mais profissionais na maternidade de Bragança, alegando, como o JN avançou na semana passada, que há crianças a nascer fora da região por falta de obstetras, enquanto a entidade regional de saúde garante que o problema está resolvido.

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A Unidade Local de Saúde do Nordeste, que gere o hospital, confirmou à Lusa que nas últimas semanas os partos foram cancelados à quarta-feira por falta de pessoas, mas assegurou que "o problema está resolvido com o reforço de dois médicos prestadores de serviços".

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