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Tratamento de águas residuais é eficiente a remover vírus da covid

Tratamento de águas residuais é eficiente a remover vírus da covid

O tratamento dos esgotos nas Estações de Tratamento de Águas Residuais [ETAR] é eficiente na remoção do vírus que provoca covid-19 e não há "risco para a saúde pública a utilização dos diferentes fluxos gerados" pelas ETAR. Estas são duas das principais conclusões do estudo "SARS Control", apresentado esta quinta-feira por uma equipa de investigadores que avaliou o impacto do "SARS-CoV-2 no ciclo urbano da água" e os seus efeitos em termos de saúde pública.

O estudo, iniciado em dezembro de 2020, resulta de um projeto de investigação levado a cabo por um consórcio que engloba a Águas de Portugal, a Universidade de Lisboa e a Universidade do Minho. Ao longo de oito meses, foram analisadas amostras em sete ETAR localizadas em diferentes zonas do país e que representam mais de 20% da população portuguesa.

"Verifica-se que todas as ETAR apresentam uma eficiência de remoção global [do vírus] positiva", afirmou Mónica Vieira Cunha, professora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, adiantando que "o tratamento primário é a etapa na qual se regista maior eficiência de remoção do material genético do vírus".

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Também na avaliação do risco para a saúde pública da descarga e utilização de água, o estudo concluiu que "não se determinou risco na utilização, direta e indireta, dos diferentes fluxos gerados nas ETAR". Já no que toca à análise do uso de fármacos e sua relação com a incidência da pandemia, Madalena Alves, professora no Departamento de Engenharia Biológica da Universidade do Minho, disse não ter sido possível "prever a carga de fármacos com dados de incidência e carga viral".

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