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PGR não confirma novos sete arguidos no processo sobre Pedrógão Grande

PGR não confirma novos sete arguidos no processo sobre Pedrógão Grande

A Polícia Judiciária enviou, esta quarta-feira, o relatório final da investigação do incêndio florestal de Pedrógão Grande para o Ministério Público (MP) de Leiria.

Até agora, foram constituídos dois arguidos no inquérito: o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Augusto Arnaut; e o 2º comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, Mário Cerol.

O relatório da investigação da PJ indica que o fogo não teve origem criminosa. Insiste que o mesmo foi causado por um relâmpago, numa trovoada seca, que atingiu uma árvore, na localidade de Escalos Fundeiros, Pedrógão.

Além da causa do incêndio, a Judiciária investigou os factos suscetíveis de integrar eventuais crimes de homicídio por negligência e de ofensas à integridade física por negligência. O fogo, que teve início na tarde de 17 de junho do ano passado, foi causa direta de 64 mortes e de ferimentos num número superior de feridos.

Esta quarta-feira à noite, fonte oficial da Procuradoria-Geral da República esclareceu, ao JN, que "o inquérito tem dois arguidos constituídos". "Não se confirma", respondeu, sobre a possibilidade de o inquérito já ter novos arguidos, além dos dois constituídos em dezembro pelo MP.

A SIC, no "Jornal da Noite" desta quarta-feira, avançou que já estavam "a caminho" as notificações para interrogatório e constituição de pelo menos mais sete arguidos: três autarcas; dois altos responsáveis da Proteção Civil; e as empresas EDP e Ascendi. As eventuais responsabilidades criminais destas empresas têm que ver com a suspeita de as mesmas não terem limpado, respetivamente, os terrenos debaixo de linhas elétricas e das bermas da estrada onde a queda de árvores em chamas travou fatalmente a fuga de 47 pessoas.

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