Ensino Superior

Três queixas contra praxes em menos de um mês

Três queixas contra praxes em menos de um mês

Em menos de um mês de aulas presenciais desde a colocação dos novos caloiros em universidades e politécnicos a linha da Direção-Geral do Ensino Superior recebeu três queixas contra praxes abusivas. O ministro, Manuel Heitor, volta a apelar aos estudantes para que evitem e contrariem este tipo de atividades.

Desde 2016, quando a linha de apoio foi criada, a DGES recebeu um total de 46 denúncias. Há cinco anos foram reportadas o maior número de queixas: 18. Desde então o número tem vindo sempre a diminuir - 10, no ano letivo 2017/ 2018, nove no ano seguinte, seis em 2019/2020 já com um segundo semestre em pandemia e em ensino à distância. No ano passado, passado maioritariamente em aulas online, a linha não recebeu nenhuma denúncia.

No início do mês, recorde-se, o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor escreveu uma carta a todos os dirigentes de associações académicas e de instituições de ensino superior, mais uma vez, a repudiar as praxes e a apelar a uma integração "saudável" dos novos estudantes.

"Agora que regressamos às atividades presenciais, reforço o apelo a todos os dirigentes de universidades e politécnicos e, sobretudo, a todos os dirigentes das associações e estruturas estudantis, que assumam uma posição ativa na integração saudável e solidária dos estudantes no ensino superior, evitando e contraindo qualquer tipo de iniciativas de praxe ou de natureza humilhante", lê-se na carta.

Manuel Heitor prometeu manter-se "vigilante" e recordou que a linha de apoio (número 213 126 111 ou mail praxesabusivas@dges.gov.pt) se mantém em funcionamento.

"Da minha parte tudo farei para continuar a dar a "volta à praxe", valorizando todas as iniciativas que promovam a liberdade e a emancipação dos jovens estudantes do ensino superior, estimulando a sua aprendizagem para serem cada vez mais alegres e tolerantes, em respeito pelos direitos individuais e coletivos", reforçou na carta.

Queima regressa a Coimbra

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Por todo o país registaram-se semanas de acolhimento aos caloiros com atividades diversificadas desde concertos a visitas guiadas pelas instituições, a ação de voluntariado como recolha de lixo nas praias.

Hoje, após um interregno de quase dois anos, volta a realizar-se em Coimbra a Serenata Monumental com uma lotação de seis mil pessoas e que este ano se realiza na Sé Nova por ser um local que permite o controlo das entradas de forma mais fácil, explicou à Lusa o secretário-geral da comissão organizadora Carlos Missel. Os seis ingressos gratuitos "esgotaram numa hora".

A Queima das Fitas arranca esta sexta-feira, de amanhã até dia 29 de outubro haverá concertos com lotação máxima, definida pela Direção-Geral de Saúde. Devido à pandemia todas as atividades vão realizar-se no recinto da Queima, pelo que, este ano, não se realizará o cortejo pela cidade.

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