António Costa

UE está a tentar "harmonizar" regras de circulação no Natal

UE está a tentar "harmonizar" regras de circulação no Natal

Os Estados-membros da União Europeia estão a preparar as regras de circulação no Natal entre países, mas ainda é cedo para conclusões, disse António Costa.

O primeiro-ministro falava, esta quinta-feira, no fim de uma reunião extraordinária do Conselho Europeu, por videoconferência, durante a qual os Estados-membros da União Europeia fizeram "um ponto de situação" com vista à convergência "para o mesmo tipo de medidas, para travar o nível muito elevado de transmissões".

Em debate na reunião estiveram as regras a aplicar às deslocações entre países no período do Natal, de forma a "harmonizar" posições e desenhar uma estratégia comum. Em causa estão questões como "que fronteiras estarão abertas, se há voos, se há quarentena ou não", explicou Costa, ressalvando, no entanto, que ainda não há decisões, uma vez que "é cedo para antecipar" qual será a situação epidemiológica nos diferentes Estados-membros nessa altura.

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Encomenda de 100 milhões de euros de testes rápidos

Na reunião do Conselho Europeu, houve a comunicação, por parte da Comissão Europeia, de uma "encomenda de 100 milhões de euros de testes rápidos".

Sobre as vacinas, a Comissão já assinou quatro contratos de aquisição com farmacêuticas e tem mais três em negociação. A expectativa é que as "primeiras autorizações condicionais das vacinas sujam em dezembro", notou o chefe de Governo, acrescentando que vai ser feito "um programa comum para uma estratégia para a vacinação". As vacinas, explicou, vão ser "distribuídas segundo uma grelha definida pela UE tendo em conta a população de cada Estado-membro".

Quanto a Portugal, "relativamente a três das vacinas, já estão definidas as doses a comprar: Numa 6,9 milhões; em outra 4,6 milhões; e, na terceira, 4,5 milhões", disse o primeiro-ministro.

Costa espera desbloqueio rápido de impasse na UE

Sobre o impasse na bazuca europeia, com três Estados-membros (Eslovénia, Hungria e Polónia) a ameaçarem bloquear o acordo para a disponibilização de verbas para os programas de recuperação dos países da UE, Costa espera que haja um rápido desbloqueio, tendo em conta a urgência de Portugal em receber o pacote financeiro. "Ao mesmo tempo que temos de combater a pandemia temos de responder à grave crise económica e mundial que a pandemia gerou", reforçou o primeiro-ministro, desejando que o assunto seja encerrado pela presidência alemã e que já existam conclusões na próxima reunião do Conselho Europeu, em dezembro.

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