Brexit

UE quer dar três euros a Portugal para compensar perdas na pesca do bacalhau

UE quer dar três euros a Portugal para compensar perdas na pesca do bacalhau

Comissão Europeia quer dar três euros a Portugal para compensar perdas. O país não pesca em águas inglesas, mas a quota pode fazer falta para trocar com a Noruega.

A Comissão Europeia prevê dar a Portugal três euros para compensar o setor das pescas pelos impactos do Brexit. É verdade que, tradicionalmente, Portugal não pesca no Reino Unido, mas a quota de sarda e verdinho que a União Europeia (UE) tinha em águas britânicas servia de "moeda de troca" com a Noruega para o bacalhau, onde entre o arquipélago de Svalbard e a costa norueguesa, a frota nacional captura mais de cinco mil toneladas/ano. Os pescadores estão preocupados.

"Para o setor das pescas há uma ajuda imediata de 600 milhões de euros. A Comissária Elisa Ferreira propõe 3 (sim, três!) euros para Portugal! Inacreditável", escreve o eurodeputado do PSD, José Manuel Fernandes, numa mensagem no Facebook. No âmbito deste apoio, a Dinamarca receberá 147,4, a Holanda 130,9, a França 108,2, a Alemanha 39,3, a Espanha dois milhões e até a Lituânia tem a receber 13 mil euros.

O social-democrata pergunta se "Portugal não tem prejuízos diretos e indiretos" e quer saber se o primeiro-ministro, António Costa, concorda.

No acordo com o Reino Unido, a UE perde 25% da quota em águas britânicas. A compensação teve em conta as capturas reais, mas, para Portugal, o problema pode ser outro.

"É certo que não era um pesqueiro português, mas as possibilidades de pesca [em águas britânicas] eram usadas para trocar por bacalhau", frisa Luís Vicente, da Associação dos Armadores das Pescas Industriais (ADAPI).

O dirigente da ADAPI lembra que, mais grave ainda, a Noruega abandonou, anteontem, as negociações com a UE e a frota teme, agora, que este seja "um ano perdido".

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Já no que toca a perdas do comércio de bens e serviços, para mitigar o impacto da saída do Reino Unido da UE, Portugal deverá receber 54,9 milhões de euros. Ou seja, metade do proposto para o Luxemburgo e bem abaixo dos 171,5 milhões de Espanha ou dos 389,7 milhões da Alemanha.

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