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Um ano depois, só há 200 cuidadores reconhecidos

Um ano depois, só há 200 cuidadores reconhecidos

Estatuto do Cuidador tarda em chegar à população, após publicação da lei. Famílias queixam-se dos documentos exigidos e contestam regulamento.

"Se quiser ser cuidadora informal, não posso ter rendimentos do trabalho. É ridículo, porque ganho 200 euros por mês". Quem o afirma é Conceição Lourenço, membro da Direção da Associação Filhos Sem Voz. Mãe de um adolescente deficiente, optou por não se candidatar ao Estatuto do Cuidador Informal (ECI). Um ano depois de ter sido publicada a lei que regulamenta o ECI, foram aprovadas cerca de 200 candidaturas, num universo de 240 mil cuidadores a tempo inteiro. E o regulamento é alvo de inúmeras críticas.

"Os cuidadores não podem abdicar da sua vida. Se assim for, tornamo-nos os mendigos da sociedade", sublinha Conceição Lourenço. Contesta ainda que a candidatura a apoios estabeleça um limite de rendimentos. "Não é por uma família ganhar mais dez euros que deve ser prejudicada", argumenta. Discorda também que o ECI tanto abranja pessoas que têm a cargo tanto deficientes como idosos, por serem situações distintas.

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